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Setor com maior criação de empregos até 2027 enfrenta escassez de profissionais qualificados
Dados do Fórum Econômico Mundial apontam para a urgência de investimentos em capacitação para que profissionais atuais possam se beneficiar de novas oportunidades em meio à transição verde
Por Exame | Tempo de leitura: 2 min
(Getty Images/Divulgação)

Em meio ao rápido avanço das mudanças climáticas e a crescente pressão da sociedade para que as empresas ajudem a freá-las, o perfil de profissional procurado pelas organizações também mudou.

Especialmente nos último cinco anos, diversos estudos apontaram para um crescimento considerável na demanda por pessoas capazes de implementar os padrões ESG (sigla que se refere às boas práticas ambientais, sociais e de governança) dentro dos negócios.

Um exemplo recente vem do relatório The Future of Jobs 2023, divulgado em abril pelo Fórum Econômico Mundial. Segundo dados trazidos pelo documento, um cenário de recuperação verde pode resultar em um crescimento adicional de até 3,5% do PIB global – e criar cerca de 9 milhões de novos empregos anualmente.

“Os dados neste relatório mostram que os investimentos na transição verde, na aplicação mais ampla de padrões ESG e na adaptação às mudanças climáticas são esperados ter fortes impactos positivos na criação de empregos”, diz o relatório.

É interessante observar que, mais do que cargos tradicionalmente associados ao setor – como engenheiro ambiental ou instalador de painéis de energia solar, por exemplo – a transição verde deve ajudar a impulsionar principalmente o crescimento de funções mais generalistas, como especialistas em sustentabilidade e profissionais de proteção ambiental – que, de acordo com a pesquisa, devem crescer 33% e 34%, respectivamente, até 2027.

A urgência da atualização profissional

Apesar do cenário promissor, o estudo do Fórum Econômico Mundial traz um importante alerta para os profissionais interessados nas oportunidades que estão surgindo: os trabalhadores atuais não estão suficientemente preparados para suprir essa nova demanda do mercado.

“Embora haja um crescimento contínuo de empregos verdes nos últimos quatro anos, conforme indicado por uma pesquisa adicional realizada pelo LinkedIn para o relatório deste ano, a requalificação e o aprimoramento de habilidades verdes não estão acompanhando esse ritmo”, diz o documento – fazendo referência aos dados apresentados no relatório Global Green Skills Report 2022, divulgado pelo LinkedIn no final do ano passado.

Para Sue Duke, Diretora de Políticas Públicas Globais do LinkedIn, é fundamental que as empresas invistam na requalificação de seus talentos para reverter este cenário.

Esse processo pode envolver programas de formação acadêmica e técnica, cursos de atualização e reconversão profissional focados no desenvolvimento de habilidades específicas necessárias para enfrentar os desafios relacionados ao meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa.

“O crescimento sustentado dos empregos verdes é realmente uma ótima notícia, especialmente para os candidatos a emprego que estão enfrentando uma reviravolta no mercado de trabalho. Mas os dados do LinkedIn deixam claro que, embora haja uma grande demanda por talentos com habilidades ecológicas, as pessoas não estão desenvolvendo habilidades ecológicas em um ritmo suficientemente rápido para cumprir as metas climáticas. Há uma oportunidade para todos ajudarem a reverter esse quadro. Os governos devem defender a agenda de habilidades ecológicas e as empresas podem e devem fazer mais para equipar seus funcionários com as habilidades necessárias para realizar uma mudança ambiental genuína”, disse.

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