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No GetNinjas, somente quem gasta até 45 minutos no trânsito precisa ir para o escritório
Aplicativo de contratação de serviços chegou a devolver escritório na pandemia, mas voltou atrás e recentemente inaugurou uma nova sede em São Paulo. Veja fotos
Por Exame | Tempo de leitura: 3 min
(GetNinjas/Divulgação)

Há um mês, o GetNinjas, aplicativo para contratação de serviços, inaugurou o seu novo escritório em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A festa de boas-vindas contou com bolo, banda ao vivo e faixa de inauguração, que foi cortada pelo fundador e CEO do GetNinjas, o empreendedor Eduardo L’Hotellier.

Assim como empresas como Danone e Alelo, a ideia de reformar o novo espaço é oferecer um ambiente mais acolheador depois dos meses de home office durante a pandemia de covid-19.

Só que com um detalhe: no auge da pandemia, em julho de 2020, o GetNinjas chegou a devolver o escritório e decidiu que adotaria o modelo 100% remoto.

“Tínhamos reformado o escritório pouco antes do isolamento social, as pessoas mal tiveram tempo de curtir o espaço antigo. Virou meme, alguns diziam ‘saudade do que não vivi'”, diz Andréia Girardini, diretora de Recursos Humanos do GetNinjas.

Percebendo a falta de conexão dos times no remoto, o GetNinjas resolveu apostar em um coworking para medir a necessidade de ter ou não um espaço físico.

“Tudo que fazemos nós testamos antes de adotar em definitivo. O escritório também foi testado por três meses antes de definirmos o modelo que adotaríamos e inaugurarmos”, diz Andréia.

Cientes de que o tempo de deslocamento tem um impacto no bem-estar do funcionários, para definir a quantidade de dias de trabalho presencial no novo modelo híbrido, a companhia resolveu se basear na distância em que as pessoas moravam longe do escritório.

“Definimos um deslocamento máximo de 45 minutos para os funcionários, em um raio de 60 quilômetros. Essas pessoas devem vir presencialmente duas vezes na semana. Mas existem outras que trabalham 100% remotas”, afirma a executiva.

Outra iniciativa foi criar escalas de dias entre os funcionários para aumentar a integração, algo que, segundo Andréia, causou revolta nos times. “As pessoas reclamaram muito, mas quando perceberam que poderiam trocar mais comparado com uma comunicação assíncrona enxergaram o valor disso”, afirma.

Ao final de cada trimestre, porém, o GetNinjas vai subsidiar os custos para que funcionários que moram em outra cidade venham a São Paulo e passem pelo menos um dia no escritório. Hoje, aproximadamente 40% dos 240 funcionários são de fora da capital.

Profissionais cadastrados na plataforma realizam serviços no escritório

Com a inauguração do novo espaço, o GetNinjas também retomou o programa Get In Da Haus, em que profissionais cadastrados na plataforma vão ao escritório realizar serviços para os funcionários.

Mensalmente, os empregados do GetNinjas escolhem quais serviços que vão querer. Até agora, psicólogos, cabeleireiros, nutricionistas, contadores, manicures e até tarólogos passaram pelo escritório da empresa.

O pagamento destes serviços são subsidiados pela empresa por meio de moedas dentro do aplicativo que, posteriormente, são utilizadas pelos profissionais cadastrados na plataforma para receber pedidos de clientes.

O espaço do novo escritório também foi revisto para permitir reuniões assíncronas e comportar mais ou menos pessoas. As salas de reunião, por exemplo, ganharam isolamento acústico, além de equipamentos de audiovisual.

“Após algumas reuniões, recebemos feedbacks de que as pessoas que estavam em home office estavam se sentindo esquecidas. Por isso, queremos construir algo em lego: remoto e presencial unidos”, diz Andréia.

Além disso, para aumentar os momentos de trocas entre os times, próximo à área de descompressão há uma arquibancada com telão para reuniões. Uma parede retrátil permite aumentar ou diminuir o espaço em dias em que há eventos.

Seguindo uma tendência dos novos escritórios, a nova sede do GetNinjas também tem “cara de casa”, com plantas espalhadas pelo ambiente, cadeiras suspensas, além de biblioteca. Como não poderia faltar, também há videogame liberado. “Estamos fazendo testes para decidir entre mesa de sinuca ou pebolim”, afirma Andréia.

Por lá, todos os dias também há frutas à vontade e, segundo a executiva, a ideia é que toda semana existam outras opções de comidinhas variadas, como pipoca, pirulito, além de versões para os funcionários que são veganos e vegatarianos.

A ideia por trás dos mimos é, claro, o incentivo para que os funcionários passem mais tempo no escritório e aumentem a colaboração. “Queremos oferecer uma boa experiência para que as pessoas tenham vontade de voltar ao presencial. Nada funciona com o fel, de cima para baixo”, finaliza a executiva.

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