Na Dengo, o critério para identificar talentos é outro: ‘Currículo tradicional não dá mais conta’



Com informações da Exame
A Dengo, empresa brasileira de chocolates premium, afirma, por meio de sua diretora de Pessoas e Cultura, Ana Clara Silva Pinto, que “o currículo tradicional não dá mais conta de mapear o verdadeiro potencial de uma pessoa”. Por isso, a empresa prioriza competências, experiências de vida e capacidade de aprendizado, em vez de exigir exclusivamente diplomas, fluência em idiomas estrangeiros ou passagens por instituições renomadas.
Atualmente, 57% do quadro de colaboradores é composto por mulheres e 51% por pessoas negras. Na liderança, 50% dos cargos são ocupados por mulheres e 33% por pessoas negras — índices acima da média do setor no Brasil.
Quando o currículo não dá conta
A Dengo revisou seus processos de recrutamento, desenvolvimento e avaliação para identificar talentos que vão além do que aparece no papel. Foram incorporadas entrevistas por competência, testes práticos e mapeamento de pontos fortes que muitas vezes não estão relacionados à formação acadêmica.
Um exemplo é o de uma colaboradora que atuou como cantora de rua e atriz de teatro antes de ingressar na área de comunicação e eventos da empresa. “É fundamental que os selecionadores adotem uma visão mais aberta e inclusiva, focando na valorização das competências e nas potencialidades de cada um”, reforça Ana Clara.
O risco de repetir sempre os mesmos
Segundo Ana Clara, depender apenas de critérios como graduação, pós-graduação ou experiências internacionais pode levar a processos seletivos que privilegiam sempre os mesmos perfis, repetindo padrões socioeconômicos e de acesso.
Para evitar isso, a Dengo aposta em métodos de avaliação que considerem as habilidades reais e a capacidade de aprendizado contínuo, ampliando as chances para candidatos de diferentes origens.
Liderar é abrir caminhos
A liderança na empresa é exercida com foco na inclusão. Além de repensar o recrutamento, a Dengo oferece vagas em tempo parcial para estudantes e mães, conecta profissionais de grupos minorizados a redes de RH e indica talentos diversos para outras organizações.
O objetivo, segundo Ana Clara, é criar um ambiente onde cada colaborador possa desenvolver seu potencial e, ao mesmo tempo, contribuir para negócios mais sustentáveis e socialmente comprometidos.
