Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA



Por Trainee
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou uma nova rodada de demissões que deve atingir cerca de 8 mil funcionários em diferentes países. Os cortes fazem parte de uma reestruturação interna voltada a priorizar investimentos em inteligência artificial, área que se tornou central na estratégia da companhia para os próximos anos.
Os desligamentos representam aproximadamente 10% da força de trabalho global da empresa, que tinha cerca de 78,8 mil funcionários no fim de 2025. As notificações começaram a ser enviadas a equipes da Ásia e devem alcançar profissionais de outras regiões, incluindo Estados Unidos e Europa. Ainda não há confirmação sobre impactos diretos em funcionários da Meta no Brasil.
A decisão ocorre em um momento em que a big tech amplia fortemente seus gastos com infraestrutura para inteligência artificial, incluindo data centers, servidores e componentes tecnológicos de alto custo. A empresa também elevou sua projeção de investimentos de capital para 2026, citando despesas adicionais relacionadas à expansão da capacidade computacional necessária para sustentar produtos e soluções baseados em IA.
Além das demissões, a Meta também deve realocar cerca de 7 mil funcionários para áreas ligadas à inteligência artificial e cancelar aproximadamente 6 mil vagas que estavam previstas para contratação. A reorganização mostra que a companhia não está apenas reduzindo custos, mas redirecionando parte relevante de sua estrutura para competir na corrida global pela liderança em IA.
O movimento reforça uma tendência entre grandes empresas de tecnologia: reduzir equipes em áreas consideradas menos prioritárias enquanto aumentam os investimentos em automação, modelos generativos e infraestrutura digital. Esse cenário evidencia como a inteligência artificial vem deixando de ser apenas uma ferramenta de inovação para se tornar um eixo central de reorganização corporativa.
Para o mercado de trabalho, o caso acende um alerta sobre os efeitos da IA nas grandes corporações. Ao mesmo tempo em que a tecnologia cria novas funções e demanda profissionais especializados, ela também pressiona estruturas existentes, muda prioridades de contratação e amplia a insegurança entre trabalhadores de setores altamente digitalizados. A reestruturação da Meta mostra que, na prática, a corrida pela inteligência artificial já está redesenhando equipes, investimentos e estratégias dentro das maiores empresas do mundo.
