


Na última segunda-feira, 12, Joe Erlinger, presidente do McDonald’s nos Estados Unidos, revelou planos para admitir 375.000 novos funcionários no país durante o verão do hemisfério norte – aumentando sua força de trabalho em cerca de um terço.
O anúncio ocorre logo após a companhia divulgar seu pior desempenho trimestral de vendas nos Estados Unidos desde o ápice da pandemia de Covid-19. As vendas em lojas caíram 3,6% em relação ao trimestre anterior — a maior queda desde o segundo trimestre de 2020, superando a previsão de queda de 1,7%.
De acordo com a Entrepreneur Magazine, Erlinger defendeu a decisão como uma estratégia que beneficia tanto a empresa quanto a sociedade, afirmando que o reforço na equipe torna o McDonald’s “mais competitivo, ao mesmo tempo que gera impactos positivos nas condições econômicas e sociais das comunidades onde estamos presentes”.
Nem os gigantes estão imunes a dificuldades
Apesar de sua dimensão global, com a venda de centenas de bilhões de hambúrgueres e presença em dezenas de países, o McDonald’s enfrenta sérios desafios com a retenção de sua equipe. Conforme informações da Inc. Magazine, embora a empresa afirme que sua taxa de rotatividade não é alta, especialistas estimam que esse índice possa ultrapassar os 150% ao ano.
Além disso, a rede tem sido destaque na mídia por outros motivos. Em janeiro, veio à tona a notícia de que a companhia havia abandonado suas políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), supostamente devido a pressões políticas da Casa Branca.
Por outro lado, a empresa divulgou seu segundo relatório anual sobre impactos na economia americana, destacando contribuições como US$ 76 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e o suporte direto ou indireto a 1,1 milhão de empregos em 2023.
Novos planos a vista
A contratação de novos funcionários é um plano ousado, considerado um dos maiores esforços de contratação da empresa em anos. A NBC aponta que essa contratação faz parte de uma estratégia para “atender mais clientes durante os meses de verão”.
Embora ambiciosa, a medida reflete a importância da coragem na tomada de decisões para quem já ocupa – ou almeja ocupar – cargos de liderança. Muitas vezes, são justamente as escolhas mais desafiadoras que geram os resultados mais significativos.
Em um contexto de queda no desempenho e elevada rotatividade da equipe, a capacidade de tomar decisões difíceis torna-se um diferencial. Líderes contemporâneos que priorizam o desenvolvimento do capital humano, ao invés de focar exclusivamente no retorno financeiro imediato, demonstram uma poderosa visão estratégica. Assim, reconhecem que o fortalecimento da equipe pode ser o caminho mais sólido para a recuperação e o crescimento da organização.
