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Mais brasileiros esperam trabalhar até três horas durante as férias
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O Globo



Cresceu o número de brasileiros que espera trabalhar entre uma e três horas durante as férias. É o que indica pesquisa feita pela Regus, empresa que oferece espaços de trabalho flexíveis. Segundo o levantamento, feito com mais de 26 mil pessoas de 96 países, 40% dos brasileiros entrevistados vão trabalhar entre uma e três horas nos dias de folga em 2013. O mesmo estudo, feito em 2012, indicou que 34% dos brasileiros iriam dedicar esse mesmo tempo a atividades profissionais nas férias.

O resultado brasileiro é maior do que o global: a proporção de profissionais que esperam trabalhar entre uma e três horas por dia nas férias passou de 48% para 41% de 2012 para 2013, segundo a Regus.

— Acredito que no Brasil ainda exista uma insegurança por parte dos profissionais, em função da necessidade das pessoas de mostrar trabalho. A tecnologia dá flexibilidade para se trabalhar de qualquer lugar, mas no Brasil ainda falta amadurecimento para encontrar o ponto de equilíbrio ideal — afirma Fernanda Patzina, diretora regional da Regus em São Paulo, que destaca, ainda, a cultura brasileira de comprometimento como motivador dos resultados encontrados. — O brasileiro tem uma dedicação muito forte, demonstra muita vontade de trabalhar. E isso, de se fazer sempre presente, parte mais da pessoa do que da própria empresa.

Já o número de brasileiros que esperam gastar mais de três horas diárias com trabalho durante as férias caiu de 51% para 17%, o que, segundo Fernanda, é um indicativo de que esse amadurecimento está começando a chegar.

— Aos poucos, as pessoas estão entendendo que não adianta dedicar o tempo todo das férias ao trabalho, apesar de ser possível pela tecnologia, porque o profissional vai se cansar e acabar produzindo ainda menos quando voltar ao escritório — diz a diretora da Regus.

Homens têm mais dificuldade de se desligar

Ainda no Brasil, a proporção de profissionais que irão trabalhar nas folgas tanto quanto em qualquer outro dia do ano, apenas em um ritmo mais lento, também caiu, de 58% para 40%. Ainda assim, está um pouco acima da média global, de 39%.

A pesquisa revela, ainda, que os homens brasileiros têm mais dificuldade de se desligar do trabalho durante as férias do que as mulheres: 45% deles esperam trabalhar nas folgas tanto quanto em qualquer dia do ano. Entre as mulheres, esse número cai para 28%. Além disso, 42% dos profissionais do sexo masculino acreditam que precisarão dedicar entre uma e três horas por dia ao trabalho, contra 35% na ala feminina.

Fernanda Patzina diz que se a presença — mesmo que virtual — do funcionário ou da funcionária é imprescindível durante as férias, que a colaboração seja rápida.

— Se a presença é de fato necessária, que o processo transcorra rapidamente. Ele deve buscar um ambiente em que possa atender a demanda da empresa e logo depois voltar para o período de descanso.

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