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Homens que trabalham em tecnologia valorizam menos a diversidade que mulheres, diz pesquisa
De acordo com pesquisa da consultoria IT Mídia, enquanto 39% das mulheres veem a diversidade como algo imprescindível, entre os homens que dizem o mesmo o patamar é de apenas 18%
Por Exame | Tempo de leitura: 2 min
(Jay Yuno/Getty Images)

Quase 4 em cada 10 mulheres que trabalham no mercado de tecnologia acreditam que trabalhar em um local que promove a diversidade é algo imprescindível. Pelo menos é isso que mostra a pesquisa Diagnóstico Comportamental dos Profissionais de TI, desenvolvida pela consultoria IT Mídia, que ouviu 445 trabalhadores do setor tech.

De acordo com o estudo, enquanto 39% das entrevistadas veem a diversidade como algo determinante no local de trabalho, entre os homens que dizem o mesmo o patamar é de apenas 18%.

Para Pedro Hagge, gerente de Estudos e Pesquisas da IT Mídia, a porcentagem maior de mulheres que valorizam a diversidade nas empresas se dá por motivos óbvios: elas sentem na pele a falta de representatividade e inclusão nas organizações.

“Apenas 14% dos profissionais de TI são mulheres, enquanto elas são, hoje, mais da metade da população brasileira. A conta não bate. Ainda temos um cenário profissional discrepante com a realidade social, então, é natural que as mulheres queiram e lutem pelo aumento da diversidade no ambiente de trabalho”, afirma.

Mulheres ainda ganham menos que os homens na área de tecnologia

A pesquisa da IT Mídia também mostrou que o cenário do setor de tecnologia, conhecido pela sua falta de diversidade, não mudou nos últimos anos.

A começar pela persistente falta de mulheres em cargos de gestão nas empresas do segmento: enquanto 46% dos homens estão em posições de liderança, o número de mulheres que são líderes cai para 33%.

Quando o assunto é remuneração, as discrepâncias continuam. Enquanto 11% dos homens entrevistados afirmam receber entre R$ 30 a R$ 50 mil, apenas 4% das entrevistadas declaram estar na mesma faixa salarial.

Para Hagge, para aumentar a diversidade dentro das empresas de tecnologia, é preciso que as empresas busquem novos olhares e realizem um trabalho em conjunto com diversas áreas.

“A largada deve ser dada pelas lideranças, que, junto ao RH, podem exercer papel fundamental na criação e solidificação de um ambiente de trabalho mais inclusivo. É importante que as empresas saiam dessa zona de seleção de perfis já saturados e apostem na diversidade”, afirma.

Menos motivadas e à beira do burnout: como estão as mulheres que trabalham com tecnologia

Em linha com outros estudos que mostram que as mulheres estão mais sobrecarregadas, o levantamento da IT Mídia também apontou que as trabalhadoras da área de tecnologia estão mais desmotivadas e sofrendo com esgotamento.

De acordo com a pesquisa, enquanto 51% dos trabalhadores homens se dizem felizes e engajados no trabalho, o número de mulheres que sentem o mesmo cai para 45%.

Entre elas, 53% admitem que condições de saúde mental poderiam estar melhores e 12% dizem estar sofrendo com o burnout. Em comparação, o patamar de homens que afirmam o mesmo cai 51% e 5%, respectivamente.

Curiosamente, apesar do cenário mais desafiador para elas, as mulheres têm menos intenção de mudar de emprego neste ano em comparação aos homens. Entre eles, 38% dizem que pretendem trocar de trabalho, já o número de mulheres que dizem o mesmo é de apenas 29%.

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