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Futuro do trabalho: 10% dos contratados este ano têm cargos que não existiam em 2000, diz LinkedIn
Pesquisa realizada pela plataforma de emprego mostra que a expectativa é que, até 2030, as habilidades necessárias em uma posição mudem em 70% globalmente
Por Exame | [rt_reading_time label=”Tempo de leitura:” postfix=”min” postfix_singular=”min”]
(Imagem criada por IA)

No cenário atual, onde 10% dos profissionais contratados ocupam cargos que não existiam em 2000, o mercado de trabalho não é apenas dinâmico; ele está em constante aceleração. Pesquisa do LinkedIn, rede social de emprego e profissionalização, destaca que funções como Cientista de Dados, Gerente de Sustentabilidade e Engenheiro de IA exemplificam como o progresso em tecnologia e a demanda por habilidades emergentes reformulam o mundo corporativo. Esses papéis, antes inexistentes, refletem como o mercado se adapta a novas realidades, como as mudanças impostas pela pandemia, o trabalho remoto, o avanço tecnológico e o foco crescente em sustentabilidade.

O estudo destaca que 9 em cada 10 líderes empresariais no Brasil reconhecem que o ritmo de mudança está mais veloz do que nunca. A expectativa é que, até 2030, as habilidades necessárias em uma posição mudem em 70% globalmente, índice que atinge 75% no Brasil – e a grande aposta está na inteligência artificial (IA).

IA: um desafio ou a solução para as empresas?

As organizações brasileiras já estão voltadas para a adoção de novas tecnologias e ferramentas de inteligência artificial (62%), além do investimento em qualificação e requalificação dos funcionários (49%) e na adaptação de equipes multigeracionais (32%).

“A necessidade de adaptação contínua define o atual cenário do mercado de trabalho, exigindo que as empresas se reinventem na forma de executar cada função. A inteligência artificial, cada vez mais presente, tem o potencial de transformar processos e aumentar a eficiência das tarefas diárias, mas muitas organizações ainda estão buscando entender como implementá-la de forma eficaz”, afirma Ana Claudia Plihal, executiva de soluções de talentos do LinkedIn no Brasil.

A crescente relevância da IA generativa chama atenção: 92% dos líderes entrevistados acreditam que ela pode transformar o trabalho, embora apenas 9% considerem que suas empresas estejam realmente na vanguarda da adoção da tecnologia. Esse contraste expõe uma oportunidade para empresas que desejam se destacar ao investir em inovação e em processos de inteligência artificial mais robustos.

Neste cenário, as equipes de Recursos Humanos aparecem como peça-chave na condução das mudanças. Com 66% dos profissionais de RH relatando que as expectativas sobre seu trabalho estão mais altas do que nunca, há também uma pressão crescente: 40% se sentem sobrecarregados com o número de decisões diárias, o que pode prejudicar a entrega de resultados estratégicos.

As novas apostas do LinkedIn

Para Plihal, a adaptação constante é o pilar do mercado atual, com a IA facilitando processos e ampliando a eficiência das atividades diárias. Para apoiar essa transformação, o LinkedIn criou o Recruiter 2024, uma experiência de contratação com IA generativa. Segundo a executiva, essa ferramenta aumentou a taxa de aceitação em 44% e reduziu em 11% o tempo de resposta dos candidatos.

Outras novidades como o Assistente de Contratação e o coaching com IA para o LinkedIn Learning ajudam a otimizar as tarefas mais operacionais dos recrutadores, permitindo-lhes focar em estratégias de recrutamento e na criação de experiências positivas para os candidatos. A prática oferece uma solução para os desafios de RH: permite a personalização de processos, em que feedbacks contínuos aprimoram o desempenho e a capacidade de atender às necessidades da organização.

“Acompanhar as mudanças da tecnologia e investir nas ferramentas certas, se torna essencial para garantir não só a atração, mas também a retenção de talentos que moldarão o futuro”, afirma Plihal.

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