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Esta é a história da única mulher no posto de pilota da Embraer

Para chegar ao cargo de pilota na terceira maior fabricante de aviões do mundo, Fabíola teve que fazer uma jornada tripla de estudos


Foi aos 7 anos de idade, durante uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça, grupo de pilotos da Força Aérea Brasileira, que Fabíola Castro, de 33 anos, percebeu que pilotar aviões era o que desejava fazer quando crescesse.

Na juventude, por duas vezes, tentou passar no disputado concurso da Academia da Força Aérea, que em 2018 contou com 281 candidatos por vaga. Sem êxito, partiu para o plano B e ingressou em turismo na Universidade Estadual do Paraná.

Ao concluir o curso em 2008, Fabíola iniciou a carreira como operadora turística no Rio de Janeiro. Após dois anos atuando na área, sentia-se insatisfeita. Numa conversa com os pais, desabafou: “Quero aprender a pilotar. Posso voltar para casa?”

Já em Apucarana, cidade no interior do Paraná onde vive a família, ela fez cursos de piloto teórico e comercial num aeroclube da região. Como o custo era alto, arrumou um emprego como consultora de viagem na CVC.

Em paralelo, para alavancar o currículo, iniciou também um MBA em economia empresarial. Embora a jornada tripla fosse cansativa, o sonho falava mais alto.

Em 2017, já com a certificação de pilota comercial, Fabíola passou a atuar na área como instrutora de voos de uma empresa privada. Meses depois, foi contratada pela Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo. Hoje, faz traslados de entrega de aeronaves em outros países e demonstrações de voos para clientes.

É a única mulher ocupando um cargo assim na companhia. “Sinto-me realizada. Ainda tenho muito a aprender, mas consegui chegar aonde queria desde criança.” Para o futuro, ela almeja alcançar o posto de pilota de testes da Embraer, cargo responsável por efetuar voos e fazer avaliações técnicas em aviões novos e modificados.

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