


Paloma Canseco, uma designer gráfica de Nova York, estava acostumada a se candidatar a empregos, mas falar com uma recrutadora virtual alimentada por IA era algo novo.
Em outubro, após preencher um formulário de candidatura, ela se viu ao telefone com uma voz que se apresentou como uma “recrutadora virtual.” A princípio, a conversa se limitou a perguntas de triagem básicas e Paloma pensou que estava interagindo com uma gravação. Mas, para sua surpresa, a voz respondia de forma interativa com frases como “Isso é muito interessante”.
Logo, percebeu que não estava apenas com um robô, mas com uma inteligência artificial que conduzia a sua entrevista de emprego. As informações são de uma reportagem da CNBC.
É uma tendência em expansão
Essa tendência de usar IA no recrutamento está crescendo rapidamente. Brent Orsuga, fundador da Pinnacle Growth Advisors, uma empresa de recrutamento especializada em empresas de cadeia de suprimentos e logística, acredita que entrevistas interativas de IA serão comuns até 2025.
Ele destaca que em triagens a IA ajuda a eliminar candidatos desqualificados, possibilitando que o recrutamento se concentre em interações humanas mais significativas. Porém, Orsuga expressa receios quanto aos vieses que a IA pode captar, como características pessoais e padrões de comunicação.
Apesar de reconhecer benefícios, Canseco se preocupa com o impacto da IA no processo de recrutamento. Para ela, a IA torna o processo impessoal e distante, lembrando que são humanos investindo tempo nas candidaturas.
