Emprego dos sonhos? Eles ganharam mais de R$ 250 mil para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo



Por Trainee
Enquanto a maioria de nós disputa PCD, entrevista e teste técnico pra conseguir uma vaga, dois torcedores encontraram um caminho — digamos — alternativo para o mercado de trabalho: foram pagos para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo, do primeiro ao último apito.
Kevin Akoto e Austin Franklin foram contratados pela emissora americana Fox One como “chefes de observação” do torneio. A missão: acompanhar os 104 jogos da competição, que acontece a cada quatro anos, até a apuração da última partida, no domingo, entre Espanha e Argentina.
O escritório da dupla não tem nada de convencional. Durante todo o período de trabalho, os dois passaram os dias de jogo sentados dentro de um cubo de vidro montado na Times Square, em Nova York — um formato que funciona quase como um aquário humano, com pedestres parando na rua para observá-los e, às vezes, até puxando cadeira para assistir à partida junto.
O trabalho em números
Os detalhes da vaga mais cobiçada da Copa.
pago a cada um
jogos acompanhados
contratados na função
de contrato
O valor combinado, de US$ 50 mil por pessoa — cerca de R$ 254 mil na cotação atual — cobre bem mais do que só ficar de olho na bola rolar. Ao longo do torneio, os dois também produziram conteúdo para redes sociais, comentando as partidas e interagindo diretamente com o público que acompanhava a Copa pela internet.
De onde vieram os dois
A virada de carreira por trás do cubo de vidro.
| Nome | Antes da Copa |
|---|---|
| Austin Franklin | Influenciador digital, morador de Los Angeles |
| Kevin Akoto | Cozinheiro, deixou o emprego na Flórida para assumir a vaga |
O caminho até o cubo de vidro passou por decisões de carreira nada óbvias: Akoto trocou a cozinha por um estúdio de vidro na maior praça publicitária do mundo, enquanto Franklin viu na função uma extensão natural do trabalho que já fazia como criador de conteúdo. Para ele, a experiência resume um recado maior sobre o consumo de esportes hoje: cada vez mais gente acompanha as partidas pelas redes sociais, e não só pela televisão tradicional — e é justamente essa mudança de hábito que criou espaço para uma vaga como essa existir.
A dupla já disse que toparia repetir a experiência, mesmo que o formato da Copa mude. A Fifa pretende discutir, depois deste torneio, a ampliação do número de seleções participantes de 48 para 64 equipes — o que, na prática, significaria ainda mais jogos para assistir. Para Franklin, isso não é problema: “Quantos jogos quiserem nos dar, nós assistiremos.”
Fora o simbolismo de “trabalho dos sonhos”, a história de Akoto e Franklin também ilustra uma tendência que vem ganhando força no mercado: empresas de mídia e entretenimento estão criando funções cada vez mais específicas — e mais visuais — para captar a atenção de um público que consome conteúdo em tempo real, direto das redes. Não é só sobre futebol: é sobre como a fronteira entre “torcedor” e “profissional de mídia esportiva” está cada vez mais borrada.
