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Em 10 anos, esta profissão vai render até 25.000 empregos

Responsável pela manutenção de veículos movidos a eletricidade, o mecânico de carros elétricos será cada vez mais requisitado em montadoras e oficinas


As recentes imposições de regras, cada vez mais rígidas, para a emissão de poluentes por alguns países, estão obrigando a indústria automobilística a acelerar a substituição dos veículos movidos a combustível fóssil por frotas híbridas ou elétricas.

Segundo estudo do Centro de Pesquisa em Energia Solar, da cidade de Baden-Württemberg, na Alemanha, em 2018 existiam cerca de 3,2 milhões de carros abastecidos com eletricidade rodando o mundo.

Até 2025 esse número deverá chegar a 5 milhões. Com isso, surge a necessidade de um trabalhador habilitado na manutenção desses veículos.

Esse profissional tem um perfil bem diferente dos mecânicos tradicionais. “As exigências são muito maiores. É preciso entender de tecnologia e falar inglês, por exemplo”, diz Emilio Paganoni, gerente sênior de treinamento da BMW do Brasil.

De olho nessa oportunidade, Giovani Bruno Biloto, de 35 anos, resolveu se especializar. Formado em elétrica de automóveis, durante 15 anos ele trabalhou na BMW como eletricista e mecânico.

Em 2017, quando a empresa ofereceu uma qualificação nos motores movidos a eletricidade ministrada por um instrutor alemão, Giovani não pensou duas vezes. “Veículos elétricos são o futuro da locomoção”, afirma.

Hoje, Giovani Bruno é um dos 35 técnicos de alta voltagem da BMW. A montadora pretende dobrar a quantidade desses especialistas até o final do ano.

A necessidade de formar profissionais é urgente no Brasil e no mundo. “Mesmo em países com grande presença de carros elétricos, falta mão de obra qualificada”, diz Edilson de Oliveira Caldas, analista de desenvolvimento industrial do Senai Nacional.

De acordo com um estudo do Instituto da Indústria Automotiva, na Inglaterra, 97% dos mecânicos britânicos, por exemplo, não estão aptos para trabalhar em veículos elétricos. Os 3% restantes são empregados das próprias fabricantes.

Por um lado, isso limita as opções de serviços para os atuais e futuros donos de carros movidos a energia elétrica, mas, por outro, abre oportunidades para empreender no ramo. “Quem buscar capacitação agora sairá na frente”, afirma Edilson.

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