Eles mentiram no currículo e conseguiram emprego — mas o preço veio depois



Por Trainee
O Dia da Mentira foi celebrado no último dia 1º, mas nem todo candidato mente apenas nessa data. Exagerar ou inventar informações no currículo ainda é uma prática comum e pode até abrir portas em um primeiro momento, porém também traz consequências profissionais sérias. Relatos que circularam nas redes sociais mostram candidatos que admitiram ter alterado informações para conseguir uma vaga, mas depois enfrentaram dificuldades para sustentar aquilo que haviam declarado. Em um dos depoimentos, uma profissional contou: “Menti que tinha uma pós-graduação. Fui contratada e acabei tendo que começar uma ‘pós’ que odeio”. Em outro caso, o candidato afirmou: “Falei que tinha Excel avançado (…) quando a chefe pedia as coisas, eu ia ao banheiro assistir vídeos para aprender”.
Apesar de algumas histórias terminarem bem, especialistas alertam que o risco é alto. Um levantamento citado na matéria aponta que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo, ainda nas primeiras etapas do processo seletivo. As distorções mais comuns envolvem habilidades técnicas exageradas, experiências infladas, nível de idioma acima do real, motivos suavizados para saídas anteriores e resultados descritos de forma mais grandiosa do que realmente foram.
A designer Giovanna de Meo conseguiu uma vaga após afirmar que já estava se mudando para outra cidade, mesmo sem ter feito planos. Segundo ela, “Falei: ‘Sexta-feira me mudo’. Era terça-feira”. A decisão exigiu ação imediata: ela comprou passagem, fez malas e viajou sem ter onde morar, sendo contratada depois da entrevista presencial. Anos depois, ela contou a verdade ao chefe e transformou o episódio em aprendizado, mas reforçou que nem sempre o desfecho é positivo.
Especialistas destacam que exageros técnicos são os mais comuns e costumam ser rapidamente identificados em entrevistas ou testes práticos. Além disso, inconsistências podem prejudicar a reputação do candidato no mercado. Como resume uma das profissionais ouvidas na matéria, “Quem mente ou apresenta incoerências acaba ficando marcado. O mercado é pequeno, as pessoas conversam”. Em situações mais graves, como falsificação de diplomas ou experiências, a consequência pode chegar até à demissão por justa causa, reforçando que a transparência continua sendo o caminho mais seguro em processos seletivos.
