🚘 MÃO NA MASSA

“De vez em quando eu faço Uber”, diz Silvia Penna, CEO da Uber no Brasil

Executiva fala sobre os investimentos da empresa no país, o uso do Uber Moto pelas mulheres e o futuro sustentável da plataforma
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(Imagem gerada por IA)

Por Trainee RH

Para Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, a liderança de uma das maiores operações da empresa no mundo não acontece apenas através de relatórios. Em entrevista exclusiva à Exame, a executiva revelou que mantém o hábito de atuar na ponta do serviço.

“De vez em quando eu faço Uber”, afirmou Penna, explicando que assume o papel de motorista parceira para sentir na pele as dificuldades e os acertos da plataforma. Essa postura “mão na massa” é o que fundamenta suas decisões estratégicas: “Precisamos conhecer o nosso produto e serviço para saber como oferecer o melhor aos nossos funcionários e clientes”, destacou.

Os pilares da gestão

Abaixo, os pontos cruciais discutidos na matéria e que definem o futuro da mobilidade no país:

1. Uber Green e a mobilidade

Sustentável Um dos pontos de maior destaque na expansão da empresa é o Uber Green. A modalidade, que conecta usuários a veículos 100% elétricos, reflete o compromisso global da Uber com a emissão zero. Penna reforça que o Brasil é um mercado prioritário para essa transição, buscando tornar o uso de carros elétricos mais acessível tanto para passageiros quanto para motoristas parceiros, incentivando ganhos maiores para quem opta pela tecnologia limpa.

2. O impacto social do Uber Moto

A executiva trouxe dados relevantes sobre a segmentação do serviço:

  • Segurança feminina: 53% dos usuários do Uber Moto são mulheres.
  • Confiança: 44% das usuárias afirmaram que se sentem mais seguras no app do que se estivessem caminhando em certos horários ou trajetos.

3. Investimento bilionário em tecnologia

A Uber reafirmou o investimento de R$ 1 bilhão em tecnologia no Brasil. Grande parte desse recurso é destinado ao Centro de Tecnologia em São Paulo, o primeiro da América Latina. Soluções como o “Uber Flash” e ferramentas de segurança como o “U-Elas” (que permite a motoristas mulheres aceitarem apenas passageiras) foram aprimoradas localmente para exportação global.

4. Visão sobre regulamentação

Diferente de uma postura de confronto, Penna defende o diálogo com o poder público. Para ela, a tecnologia deve ser vista como aliada da malha de transporte oficial das cidades: “O caminho é regulamentar, salvar vidas e não proibir”, pontuou à Exame.

Inovação e vulnerabilidade

Para a CEO, a capacidade de identificar gargalos — como a dificuldade de encontro entre motorista e passageiro em locais densos como a Barra Funda — só é possível com essa vivência prática. Ela acredita que mostrar essa “vulnerabilidade” de quem ainda está aprendendo com o próprio produto é um sinal de coragem e uma ferramenta essencial para a inovação contínua.