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Conheça o programa da Renner que capacita e emprega refugiados
Somente em 2022 a empresa apoiou a capacitação de 102 mulheres refugiadas nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR)
Por Exame | Tempo de leitura: 2 min
(Marcos Gouveia/Divulgação)

Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em 2021 existiam 60.011 mil pessoas em condição de refugiado no Brasil. Destas, 29.107 mil haviam pedido refúgio naquele ano.

Um passo fundamental para um refugiado se adaptar no novo país é a emprebabilidade e, diante disso, a Renner resolveu criar um programa para contratar e capacitar mulheres em situação de refúgio.

Recentemente, 12 mulheres foram selecionadas e treinadas para trabalhar no setor de logística do Centro de Distribuição de Cabreúva, localizado em Jundiaí, São Paulo. Ao todo, em 2022, a empresa apoiou a capacitação de 102 mulheres refugiadas nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR).

A iniciativa faz parte do Empoderando Refugiadas, projeto conduzido pela ACNUR, o Pacto Global da ONU no Brasil e ONU Mulheres, em parceria com o Instituto Lojas Renner, que tem como objetivo preparar mulheres refugiadas para o mercado de trabalho brasileiro e sensibilizar empresas para a importância de compor equipes diversas e inclusivas.

As profissionais contratadas pela Lojas Renner têm idade entre 18 e 60 anos e são todas provenientes de um centro de acolhida localizado em Boa Vista, Roraima.

Ao todo, a iniciativa impacta mais de 300 pessoas refugiadas, incluindo os familiares das participantes, que são interiorizados com as profissionais contratadas.

Para preparação das venezuelanas, foram realizadas 80 horas de cursos com ênfase em Atendimento, Vendas e Processos Logísticos, ministrados pelo SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Lideranças da Lojas Renner S.A. realizaram um workshop para o acolhimento dessas mulheres e os colegas estão engajados para facilitar a adaptação de todas.

400 mulheres já foram treinadas em programa da Renner

A Renner faz parte do programa Empoderando Refugiadas desde 2016 e, nesse período, qualificou mais de 400 mulheres em situação de refúgio, sendo que cerca de 100 foram contratadas por empresas do grupo como Lojas Renner, Youcom e Camicado.

“A chegada dessas mulheres e suas famílias, seu acolhimento e inserção no mercado de trabalho é fundamental para ressignificar suas trajetórias e permitir que elas sigam suas vidas com dignidade em nosso país”, diz Eduardo Ferlauto, diretor executivo do Instituto Lojas Renner.

Egimar Virginia Mendoza Iriarte, uma das venezuelanas que passou pela formação do Empoderando Refugiadas, destaca sua experiência no Brasil.

“Chegar aqui me trouxe esperança e fui muito bem acolhida pela empresa. O projeto transformou a minha vida, agora tenho oportunidade de poder realizar meus sonhos profissionais e pessoais”.

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