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Concurso Nacional Unificado: prazo para inscrição é até sexta; veja como se preparar na reta final
O Enem dos Concursos já conta com mais de 1,7 milhão de inscritos para 6,64 mil vagas; especialista dá dicas de como escolher a melhor área e por onde começar os estudos
Por Exame | Tempo de leitura: 3 min
(Imagem criada por inteligência artificial)

O prazo para se inscrever no Concurso Nacional Unificado vai até a próxima sexta, dia 9 de fevereiro. Até a última divulgação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), eram 1,7 milhão de inscritos, o que torna o CNU o maior concurso da história do país em número de inscrições.

O “Enem dos Concursos” oferece 6.640 vagas, distribuídas entre diferentes cargos e órgãos do executivo federal, e terá aplicação de provas em mais de 200 cidades do país.

Atenção ao prazo

O edital teve duas grandes retificações que podem justificar a prorrogação do prazo de inscrição, segundo Eduardo Cambuy, professor do Gran e especialista em aprendizagem: uma que alterou as notas mínimas da média ponderada e trouxe também mudanças relacionadas às questões de titulação e especialidades, e outra no bloco 8, que tirou o IBGE da tabela 2, que era uma tabela sem títulos, e coloco na tabela 1, com títulos – essa última, segundo o professor, foi uma alteração importante que preocupou muitos candidatos.

“Em termos básicos, a mudança trouxe a possibilidade de ter títulos para o IBGE, o que pode garantir até 10 pontos para quem tiver as titulações sugeridas. Essa alteração mudou as regras no meio do jogo e desanimou muitos candidatos que não possuem titulação e não contavam com essa etapa, mas já fizeram a inscrição e não podem alterar”, explicou.

Outro ponto que poderia mudar o prazo é a quantidade de inscritos abaixo do esperado pelo MGI. Mas, de acordo com Cambuy, não há problemas nos aspectos mais jurídicos e normativos que justifiquem uma nova mudança no calendário. Por via das dúvidas, a dica do professor é que o candidato faça a inscrição e o pagamento da taxa dentro do prazo inicial – dia 9 de fevereiro.

Escolha a área de acordo com a especialidade

O novo formato conta com diferentes pesos para as disciplinas de acordo com o cargo e especialidade escolhidos, o que obrigou os candidatos a terem mais cuidado nessa escolha, que deve ser feita no momento da inscrição. Isso porque o cargo escolhido vai definir as matérias que podem garantir maior pontuação, e muitos candidatos que olhavam apenas para detalhes como remuneração e quantidade de vagas para escolher o cargo, precisaram avaliar outros pontos mais importantes. Para o professor, a escolha da especialidade será o grande diferencial.

“A grande diferença desse concurso vai ser o peso que foi dado por eixo e a nota em relação a esse eixo, apesar da nota valer para todas as especialidades que se está concorrendo, se o candidato for bem na sua especialidade, ele já vai estar com um pezinho naquela vaga. Por isso, agora é o momento de saber escolher a especialidade, organizar os eixos para estudar em termos de peso, considerando mais tempo de estudo para as matérias que têm peso maior, depois os pesos menores e por último a parte de conhecimentos gerais”, afirma Cambuy.

Cuidados para a reta final

Além da escolha dos conteúdos que devem ser priorizados na hora do estudo, o candidato também deve estar atento ao perfil da banca organizadora, a Cesgranrio. Reconhecida como uma banca tradicional, a Cesgranrio não tem histórico de vazamentos e escândalos, a banca também foge de polêmicas em relação ao conteúdo. Em termos de jurisprudência, por exemplo, a Cesgranrio costuma ir pelas correntes majoritárias e evita questões sensíveis.

De acordo com Cambuy, espera-se que a banca tenha um perfil menos “decoreba” justamente pela proposta do Ministério, que trouxe a proposta de questões mais interpretativas e argumentativas, para que o candidato possa refletir sobre o que está sendo indagado e não apenas decorar o conteúdo.

“Até pelas próprias matérias que estão no conteúdo programático percebemos que são temas mais dialógicos, que vão exigir interpretação e argumentação. As disciplinas políticas públicas, realidade brasileira e diversidade, por exemplo, devem exigir que o candidato construa uma reflexão”, afirma o especialista.

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