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Como o burnout atinge a Geração Z no mercado de trabalho?
Entrevistas realizadas pela McKinsey indicam grandes diferenças entre as gerações, com a Geração Z relatando níveis mais baixos de bem-estar emocional e social do que as gerações anteriores
Por Exame | Tempo de leitura: 2 min
(FG Trade/Getty Images)

Quase dois anos após o início da pandemia de COVID-19 no mundo, a geração Z, desde estudantes do ensino médio até profissionais iniciantes, está relatando taxas mais altas de ansiedade, depressão e angústia do que qualquer outra faixa etária.

Desde o dia 1º de janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Entrevistas realizadas pela McKinsey indicam grandes diferenças entre as gerações, com a Geração Z relatando a perspectiva de vida menos positiva, incluindo níveis mais baixos de bem-estar emocional e social do que as gerações mais velhas.

Um em cada quatro entrevistados da Geração Z relatou sentir-se mais emocionalmente angustiado (25%), quase o dobro dos níveis relatados pelos entrevistados Millennials e da Geração X (13% cada) e mais do que o triplo dos níveis relatados pelos entrevistados da geração baby boomer (8%).

Estresse e incerteza, misturados com as pressões do trabalho, podem ameaçar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e levar ao esgotamento.

Em pesquisa realizada pela Employment Hero em 2022, mais de 50% dos entrevistados passaram por esse sentimento de esgotamento nos últimos 3 meses.

Os principais pontos apontados como causadores de estresse nos funcionários são:

  • Carga de trabalho é excessiva (73%)
  • Dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal (59%)
  • Falta de comunicação (48%)

Ou seja, uma carga de trabalho excessiva ou um equilíbrio ruim entre vida pessoal e profissional podem levar ao esgotamento e, por fim, demissão.

As organizações devem entender que depositar mais e mais funções em um funcionário não é uma economia de custos, e pode ser caro a longo prazo.

Tendo em vista que no relatório do Bank of America descobriu-se que 25% dos trabalhadores da Geração Z mudaram de emprego no 1º semestre de 2022.

Se a empresa não se atentar a essa pauta agora, ela pode se prejudicar a longo prazo. A sua empresa tem pensado em saúde mental e estudado sobre o Burnout? Quais iniciativas recentemente foram desenvolvidas pensando no bem-estar do seu colaborador?

Por Diego Cidade, fundador da Academia do Universitário

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