📅 POLÊMICA

Chamado de 'inútil', jovem explica 'primeiro emprego' aos 27 anos e expõe debate: existe idade certa para trabalhar?

Após viralizar, caso gerou críticas e levantou debate sobre informalidade, trajetória profissional e idade para começar carreira
matheus
(Reprodução)

Por Trainee

Um relato nas redes sociais reacendeu o debate sobre carreira e mercado de trabalho ao mostrar que nem sempre existe um “tempo certo” para começar. Aos 27 anos, o jovem Matheus Tavares viralizou ao compartilhar que havia conseguido seu primeiro emprego formal, chamando atenção pelo contraste com a expectativa social de inserção mais precoce no mercado. A repercussão foi imediata, com milhares de comentários que variavam entre apoio, identificação e críticas, evidenciando como o tema ainda gera julgamentos e comparações.

Diante da exposição, o próprio Matheus Tavares veio a público explicar melhor sua trajetória e contextualizar sua fala. Ele destacou que não passou esse tempo sem trabalhar, mas sim atuando de forma informal ao longo dos anos. Entre as atividades realizadas, mencionou experiências com vendas, serviços gerais, trabalhos autônomos e outras ocupações que garantiram sua subsistência, embora sem registro em carteira. O novo emprego, portanto, representou não o início de sua vida profissional, mas a conquista do primeiro vínculo formal, com direitos trabalhistas e maior estabilidade.

Outro ponto ressaltado por ele foi o impacto emocional da conquista. Segundo o relato, conseguir o primeiro emprego formal trouxe sensação de reconhecimento, segurança e pertencimento, especialmente após anos de esforço fora da formalidade. Ele também comentou sobre as dificuldades enfrentadas nesse percurso, como a falta de oportunidades formais, a exigência de experiência prévia e a dificuldade de acesso a vagas estruturadas, fatores que ajudam a explicar por que muitos profissionais demoram mais para ingressar no mercado formal.

O caso ganhou ainda mais força por expor uma realidade comum, mas pouco discutida: milhões de brasileiros trabalham por anos na informalidade antes de conseguir um emprego com carteira assinada. Essa trajetória, muitas vezes invisibilizada, levanta reflexões importantes sobre desigualdade de acesso ao mercado de trabalho, critérios de seleção e a valorização de experiências não formais. Ao trazer esse debate à tona, o relato contribuiu para ampliar a compreensão sobre diferentes caminhos profissionais.

Diante desse cenário, a história reforça que não existe um momento único ou ideal para começar no mercado formal. Mais do que a idade, o que realmente importa é a trajetória construída, a capacidade de aprendizado e a forma como cada pessoa transforma suas experiências em competências. O caso mostra que, mesmo fora dos padrões tradicionais, é possível construir um caminho profissional consistente e alcançar novas oportunidades, ainda que em tempos diferentes do esperado.