O Círio de Nossa Senhora Nazaré, a maior festa católica do mundo, é celebrado no segundo domingo de outubro, em Belém/PA, por cerca de 2 milhões de pessoas. Contudo, independentemente de religião, o Círio nos traz grandes lições, que podemos levar para nossas vidas profissionais.
Trabalho em grupo
O primeiro grande traço do trabalho em grupo são os fiéis unidos com o único objetivo de levar a corda que puxa a berlinda até à igreja. Aos gritos de “Nossa Senhora, pode esperar, a tua corda vai chegar”, carrega-se a mesma, como resultado de promessa ou agradecimento.
Apesar de não haver combinação prévia entre romeiros e voluntários, tudo acontece com o mais absoluto sincronismo. Enquanto fiéis puxam a corda, pessoas distribuem copos de água para beber e derramar no corpo, refrescando o calor.
Empatia
Nem só de corda é feito o Círio. Outras promessas envolvem percorrer o percurso de joelhos, ou carregando algum objeto, e não é difícil encontrar ao redor dessas pessoas outros romeiros, que se prontificam a tornar menos penosa aquela ação.
A Cruz Vermelha, voluntária, é outro exemplo de empatia. Auxiliando quem passa mal no meio da procissão.
“Neste Círio, um cadeirante me ofereceu ajuda para transportar as águas que eu iria doar. Neguei, mas ele insistiu várias vezes e então me restou aceitar. Confesso que fiquem bastante emocionado com esse gesto. O Círio é exatamente isso.”
Liderança
A Guarda de Nazaré abre caminho e indica limites que devem ser respeitados tanto pelos promesseiros, quanto para os voluntários, auxiliando a manter a ordem do evento.