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A produtividade caiu? Você não está sozinho, é a síndrome das 3 da tarde

Como garantir mais foco e produtividade no período do dia em que o corpo começa a desacelerar


Cada um tem um ritmo produtivo. Mas, geralmente, lá pelas três ou quatro horas da tarde, a energia sofre um baque. É que, nesse período, os níveis do hormônio cortisol, diretamente envolvido no gerenciamento do estresse e na capacidade de resolução de problemas, começam a cair.

É o momento em que o organismo pede mais estímulos para continuar motivado, como as curtidas em redes sociais – elas estimulam a liberação de uma substância chamada dopamina, que traz a sensação de prazer.

Resultado da distração: a produtividade cai. Para evitar esses efeitos do cansaço nas horas que antecedem o fim do expediente, especialistas indicam, a seguir, as estratégias mais eficazes.

Liste seus afazeres

Estabeleça prioridades, independentemente da ordem em que foram solicitadas. Vale também ter como meta finalizar pelo menos uma entrega diária. “Um estudo recente publicado na Harvard Business Review revelou que completar uma tarefa significativa por dia aumenta a motivação e a satisfação no trabalho”, afirma Paulo Almeida, professor de Liderança e Gestão de Pessoas da Fundação Dom Cabral.

Começar o dia executando as tarefas que demandam mais tempo e exigem maior concentração é outra boa pedida para vencer a procrastinação e o cansaço do meio da tarde.

“Para o final do dia, devem ficar as tarefas mais simples, rápidas e prazerosas”, afirma Tathiane Deândhela, especialista em produtividade e autora do livro Faça o Tempo Trabalhar para Você.

Estabeleça pausas

A técnica Pomodoro, criada pelo executivo italiano Francesco Cirillo, continua entre as mais eficientes. Funciona assim: mantenha o trabalho intenso por 25 minutos e faça uma breve parada de cinco minutos. Depois de três ciclos desse, descanse mais 15 minutos.

“Nas pausas, faça uma leitura prazerosa, tome água ou café”, diz Rubens Pimentel, professor de foco e produtividade da Inova Business School. “O importante é que essa atividade não tenha relação com o trabalho, para descansar o cérebro.”

A importância de um breve cochilo depois do almoço também vem ganhando força. “Um estudo da NASA indica que tirar um tempo de 26 minutos para dormir depois da refeição aumenta a produtividade e ajuda a driblar essas quebras de rendimento à tarde”, diz Almeida.

Dê um tempo da tecnologia

Desligar-se dos dispositivos tecnológicos é uma das atitudes mais certeiras. Mas a melhor forma de conseguir é se afastar gradativamente. “O ideal é desligar o celular por algumas horas”, afirma Pimentel.

“Mas, se não for possível, dá para definir alguns momentos no dia para acessá-lo. É importante também combinar com as pessoas que, se precisarem falar com você para algo urgente, elas devem ligar, em vez de enviar mensagens.”

Uma pesquisa da consultoria Deloitte indicou que o brasileiro visualiza o celular, em média, 78 vezes por dia. “Se considerarmos um minuto perdido para cada vez, o desperdício diário é de 1h18”, diz Pimentel.

Aplicativos como BreakFree, Checky e Moment, que mostram quantas vezes o usuário dá uma olhadinha no celular, podem ser aliados para combater esse problema.

Eleja uma recompensa

Como é forte a tendência de procrastinar quando as tarefas são mais entediantes ou complexas, é preciso adotar uma estratégia: escolher pequenas recompensas atreladas à realização delas.

“Por exemplo, ir ao cinema ao final do expediente ou fazer happy hour com os colegas depois da conclusão de um projeto em que todos estão envolvidos”, diz Tathiane Deândhela.

Aprenda a dizer não

Saber negociar prazos é fundamental. “Diante de mais uma solicitação, o funcionário pode dizer, por exemplo: ‘Estou desenvolvendo aquele trabalho que combinamos ontem e que preciso entregar até o final da tarde.

Posso concluir esse novo pedido amanhã ou você prefere que eu passe esse na frente?’”, sugere Pimentel.

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