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À beira do burnout: 54% dos trabalhadores dizem estar esgotados
Levantamento da Betterfly também apontou que 40% dos profissionais querem pedir demissão do seu emprego atual
Por Exame | Tempo de leitura: 2 min
(dolgachov/Thinkstock)

Nunca estivemos tão desengajados e insatisfeitos com o trabalho. Não à toa, temas como quiet quitting ganharam as manchetes neste ano. Segundo uma pesquisa da Betterfly, 40% dos profissionais querem pedir demissão do seu emprego atual.

Os dados fazem parte do relatório de bem-estar 2022 da companhia, que ouviu 4 mil trabalhadores em países como Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Espanha, Equador, México e Peru.

A pesquisa foi realizada entre 27 de setembro e 06 de outubro, com homens e mulheres entre 18 e 65 anos. Os participantes tiveram a possibilidade de escolher mais de uma alternativa em suas respostas.

À beira do burnout

Desde janeiro de 2021, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o burnout como uma síndrome ocupacional, definindo-a como um estado de esgotamento físico e emocional que pode afetar trabalhadores em qualquer posição ou setor.

E, de acordo com o levantantamento, um número expressivo de profissionais estão à beira do burnout: 54% dos trabalhadores relatam sentir exaustão e outros 50% afirmam sobrecarga de trabalho.

A falta de reconhecimento também é um problema para 47% dos profissionais.

“É urgente a necessidade das organizações pensarem de forma mais ampla sobre bem-estar e criar ambientes que promovam o cuidado com o funcionário”, diz Virgínia Vairo, head de Pessoas e Cultura da Betterfly no Brasil.

“Se a empresa deseja crescer e se manter no mercado, é preciso dedicar tempo e esforço para a retenção de talentos e o bem-estar precisa ser um pilar fundamental na estratégia do negócio”, afirma.

Quando os trabalhadores foram questionados sobre o que significa bem-estar no ambiente de trabalho, 61% afirmam que o estado está atrelado a fazer parte de uma equipe em que haja um bom ambiente de trabalho e 60% declaram felicidade ao realizar suas tarefas. Já 48% relacionam à possibilidade de conciliar a vida pessoal com a profissional.

“Os dados também evidenciam a necessidade das empresas e lideranças terem cada vez mais empatia com suas equipes e promoverem espaços onde o time possa ser ouvido e acolhido para melhorar pontos que possam afetar a percepção do ambiente de trabalho para que seu comprometimento, pertencimento e engajamento possam aumentar”, acrescenta Virgínia.

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