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9 tipos de inteligência e as aplicações no mundo do trabalho

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É inegável que a capacidade racional de solução de problemas é um ponto importante da avaliação, feita por gestores, de um profissional. Mas, valorizar apenas este tipo de inteligência – voltada exclusivamente à lógica – é tanto comum nas empresas quanto prejudicial ao sucesso das equipes, segundo Sérgio Gomes, sócio da Ockam Consulting.

Ele diz que vê frequentemente avaliações, de seus clientes, que só dão destaque para este aspecto da inteligência em profissionais. Em um mundo tão competitivo como o atual, não deveríamos buscar em nossas equipes apenas os resultados lógicos, diz Gomes.

Para justificar sua afirmação, o sócio da Ockam evoca a Teoria das Inteligências Múltiplas do psicólogo Howard Gardner, desenvolvida na década de 1980. “Gardner propõe que todos os indivíduos têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências”, diz, Gomes.

São nove tipos de inteligência, segundo a teoria de Gardner e que, na opinião de Gomes, podem servir como base para que o gestor possa “encaixar profissionais nas áreas certas, fazendo com que eles se sintam à vontade e mais aptos para exercer suas funções”.

Cada uma das inteligências é útil para determinadas atuações. “Mas isso não quer dizer que algumas delas não se encaixem em mais de uma”, diz Gomes. Navegue nas fotos para ver a aplicação no mundo do trabalho de cada um dos tipos:

[slider slider_height=”450″ image_resize=”false” image_crop=”true” flex_slider_effect=”slide” slider_timeout=”60″]
[slide title=”1. Inteligência lógico-matemática” img_url=”http://assets3.exame.abril.com.br/assets/images/2015/12/593010/size_810_16_9_matematica.jpg” link=””]Habilidades em matemática e em raciocínio lógico sempre foram consideradas o eixo principal da inteligência. Grande parte dos testes de QI se apoiaram nesta capacidade para determinar se uma pessoa é inteligente ou não.

“São habilidades aplicadas nas áreas de engenharia, estatística, inteligência de mercado. Nestas carreiras, pessoas com esta inteligência têm visibilidade e praticabilidade muito maior”, diz Gomes.[/slide]
[slide title=”2. Inteligência espacial” img_url=”http://assets2.exame.abril.com.br/assets/images/2015/12/593011/size_810_16_9_espacial.jpg” link=””] É relacionada à capacidade de lidar com objetos, sua localização e visão sob diferentes perspectivas. “Está ligada aos arquitetos, designers, engenheiros, pilotos de avião, porque são carreiras em que é preciso ter essa noção de espaço e posicionamento”, diz Gomes.[/slide]
[slide title=”3. Inteligência linguística” img_url=”http://assets1.exame.abril.com.br/assets/images/2011/12/47007/size_810_16_9_homem_lendo.jpg” link=””]Junto com a inteligência lógico-matemática, forma o ramo principal estimulado tradicionalmente pela educação formal.
Refere-se às habilidades de escrita, leitura, aprendizado de idiomas. “É voltada aos escritores, tradutores, jornalistas, diplomatas e a todos os executivos e diretores”, diz Gomes.[/slide]
[slide title=”4. Inteligência musical” img_url=”http://assets3.exame.abril.com.br/assets/images/2015/2/526472/size_810_16_9_musica.jpg” link=””]Tocar instrumentos musicais, interpretar e compor músicas são as habilidades principais de quem tem esta inteligência. “É ligada aos compositores, cantores e atores. Se nestas atuações você não tiver esta metodologia não haverá integração. Um complementa o outro: não é apenas atuar e não saber cantar, ou então compor e não saber tocar/ cantar, tem que se encaixar”, diz Gomes.[/slide]
[slide title=”5. Inteligência corporal” img_url=”http://assets2.exame.abril.com.br/assets/images/2012/8/62753/size_810_16_9_bolshoi.jpg” link=””]Ligada à facilidade para controlar os movimentos do corpo. Dançarinos, atletas e profissionais do esporte são os principais expoentes deste tipo de inteligência. “É algo que não é tão visto no meio organizacional, entre os executivos, mas pode se encaixar perfeitamente em outras profissões”, diz Gomes.[/slide]
[slide title=”6. Inteligência intrapessoal” img_url=”http://assets2.exame.abril.com.br/assets/images/2015/8/545396/size_810_16_9_baloes.jpg” link=””] É relacionada à capacidade de entender a si mesmo, portanto, refere-se a autoconhecimento. “Quem tem essa habilidade consegue, de fato, enxergar seus pontos fortes e fracos, assim, a assimilação é forte e rápida”, diz Gomes. Segundo ele, é uma inteligência que transcende áreas profissionais específicas. “Não tem uma atuação em que se encaixe melhor, afinal é muito importante para qualquer trabalho”, diz o especialista.[/slide]
[slide title=”7. Inteligência interpessoal” img_url=”http://assets1.exame.abril.com.br/assets/images/2013/4/170635/size_810_16_9_executivos_conversando.jpg” link=””] É a habilidade de relacionar-se bem com os outros e ser comunicativo. De acordo com Sérgio Gomes, é uma habilidade que deveria ser muito mais valorizada no meio organizacional. “Mas, nas áreas de vendas, relações públicas, psicologia ou terapias é uma inteligência se encaixa automaticamente, pois se a pessoa que executa alguma destas funções não souber se relacionar, está na profissão errada”, diz.[/slide]
[slide title=”8. Inteligência naturalista” img_url=”http://assets3.exame.abril.com.br/assets/images/2015/1/525201/size_810_16_9_sustentabilidade.jpg” link=””]É um tipo de habilidade ligada à compreensão da natureza e de seus processos. Foi incluída por Howard Gardner na lista de inteligências na década de 1990. Agronomia, engenharia florestal, oceanografia e outras áreas ligadas às ciências naturais são os ambientes mais indicados para os profissionais com este tipo de habilidade.[/slide]
[slide title=”9. Inteligência existencial” img_url=”http://assets3.exame.abril.com.br/assets/images/2013/2/124829/size_810_16_9_apresentacao.jpg” link=””]É a capacidade filosófica de refletir sobre a própria existência. “É mais ligada ao trabalho de filósofos, professores, sociólogos e palestrantes, porque eles têm que instigar as pessoas. Entretanto, seria fundamental para qualquer profissional pois gera uma capacidade imensa de se auto verificar para perceber se está seguindo pelo caminho certo”, diz Sergio Gomes, sócio da Ockam Consulting.[/slide]
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