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39% dos brasileiros trocariam de emprego para ter a opção de home office
Pesquisa da consultoria Robert Half também apontou que 42% dos recrutadores já veem trabalhadores buscarem um novo emprego depois que a companhia optou pelo retorno 100% presencial
Por Exame | Tempo de leitura: 3 min
(Creative-Family/Thinkstock)

Muitos profissionais tiveram a oportunidade de vivenciar o trabalho remoto durante a pandemia — e boa parte deles está disposta a pedir demissão para não abrir mão da flexibilidade conquistada.

Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa da consultoria Robert Half, na qual 39% dos funcionários afirmam que buscariam um novo emprego se a empresa onde trabalham atualmente decidisse não oferecer a possibilidade de home office, ao menos, parcialmente.

O levantamento, que ouviu 1.161 profissionais no Brasil, também apontou que 42% dos recrutadores já veem trabalhadores buscarem um novo emprego depois que a companhia optou pelo retorno 100% presencial.

Na percepção de 22% deles, por mais que ainda não sintam o impacto no dia a dia, uma evasão maior ainda pode vir a acontecer no futuro. Entre os desempregados, 20% disseram que não aceitariam uma proposta de trabalho de uma empresa que não oferecesse trabalho remoto de maneira parcial ou integral.

“Teve quem mudou de cidade, quem resolveu buscar uma vida mais tranquila, quem passou a conviver mais com os filhos e não quer abrir mão disso. Assim como há quem sinta a necessidade de ir ao escritório para produzir e evitar distrações”, diz Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

Sem dúvidas, a melhor forma de lidar com essas peculiaridades é por meio do diálogo aberto, transparente e da inclusão do funcionário nessa decisão de retorno”, completa.

Home office não é mais benefício

Até o começo de 2020, o trabalho remoto não fazia parte da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 21% tinham a possibilidade de trabalhar de casa antes da pandemia.

Entre os recrutadores, 26% disseram que já ofereciam home office como parte do pacote de benefícios corporativos.

No entanto, a pandemia acelerou uma transformação no ambiente corporativo. Se antes o trabalho remoto era visto como um benefício, hoje o funcionário tem a consciência de que está diante de um modelo de trabalho preparado para o futuro.

Essa percepção é compartilhada por todas as categorias entrevistadas pela Robert Half. Entre os empregados, 77% enxergam o home office como um modelo de trabalho. Já entre os recrutadores, 72% emitem a mesma opinião. Ao ouvir os desempregados, a porcentagem atinge 80%.

Preferência pelo híbrido

Fato é que, embora os profissionais aprovem a flexibilidade do home office, eles ainda enxergam valor no contato humano e, por isso, para 77% deles o trabalho híbrido é visto como um dos modelos mais eficientes no novo contexto. Em seguida, 17% indicam o trabalho remoto e apenas 6% o modelo integralmente presencial.

O estudo ainda demonstra que as empresas estão atentas aos desejos dos profissionais. A depender de 57% dos recrutadores entrevistados, as companhias para as quais trabalham devem adotar o modelo híbrido de trabalho daqui para a frente. Além deles, 33% indicaram que planejam retornar ao modelo 100% presencial e 10% disseram que permanecerão integralmente em home office.

Já quando o assunto é periodicidade de idas ao escritório, a pesquisa apontou o seguinte cenário:

  • 1 vez por semana: 9%
  • 2 dias na semana: 37%
  • 3 vezes por semana: 27%
  • 4 vezes por semana: 3%
  • Flexibilidade para ir apenas quando necessário: 24%

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