Vice do Google revela 5 critérios de avaliação de candidatos

O Globo

O Google contrata cerca de 100 pessoas a cada semana. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, Laszlo Bock, vice-presidente sênior da empresa, revelou quais são os seus critérios de seleção na hora de escolher novos funcionários. E a escolaridade dos candidatos não está entre os requisitos principais: na entrevista, Bock declarou que as “notas obtidas na faculdade são inúteis como critério de contratação, pois, na verdade, não provam absolutamente nada”. Segundo o executivo, uma pessoa pode ter ido muito bem na faculdade, mas não ter as habilidades necessárias para ter sucesso no mundo real e vice-versa. E revelou que, hoje em dia, há um percentual cada vez maior de pessoas contratadas pelo Google que não possuem um diploma universitário.

Mas o que conta pontos na hora da disputa por uma vaga no Google? Bock compartilhou os cinco critérios que a empresa usa para avaliar os candidatos em entrevistas de emprego:

Os curiosos — Ao se autoidentificarem como “expert” em uma determinada área, a probabilidade é muito maior de que esses candidatos defendam veementemente seus pontos de vista quando questionados, ao invés de demonstrar curiosidade. Toda empresa precisa de funcionários curiosos, que estão dispostos a cometer erros e fazer perguntas estúpidas, a fim de desenvolver novas capacidades e novas soluções.

Capacidade de aprender — Bock observa que a capacidade de aprendizagem e de resolver problemas é a primeira coisa que os gerentes de contratação no Google aprenderam a procurar em candidatos. Ele acredita que as pessoas vão ter sucesso no mundo de hoje na medida em que desenvolvem a capacidade de aprender coisas novas. E isso é verdade, não só em empresas como Google, LinkedIn ou Amazon, mas em empresas que se orgulham em apresentar novas ideias e abordagens. É assim que as organizações irão prosperar e crescer no futuro.

Humildade — Bock afirma que paixão e responsabilidade devem ser equilibradas com um toque de humildade. Segundo ele, “a pessoa precisa de um grande e pequeno ego ao mesmo tempo”.

Motivação — O Google procura pessoas que assumam a responsabilidade de resolver os problemas e que sejam apaixonadas por fazer as coisas funcionarem. Segundo Bock, é um desperdício ter funcionários que cumpram passivamente suas tarefas e ordens. As empresas precisam de pessoas motivadas a descobrir como tornar as coisas melhores.

Liderança — A empresa está sempre em busca de pessoas que possam intervir, orientar e influenciar os outros em direção a um resultado, não importa qual é o seu trabalho ou o cargo que ocupa, explica Bock.

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