Veja como lidar com idiotas no trabalho

Provavelmente você já teve de trabalhar com uma pessoa difícil – ou até mesmo detestável. O chefe que resolve cobrá-lo num domingo para saber sobre prazos de um grande projeto; o colega de trabalho que nunca dá informações suficientes para você ter sucesso em um trabalho em equipe; o cliente sempre insatisfeito que proclama em alto e bom som seu desapontamento. “Acredite em mim”, diz Robert I. Sutton, “eles estão por toda parte”.

Professor de comportamento organizacional na Stanford Graduate School of Business, ele se tornou um especialista em lidar com idiotas. Seu livro de 2007 The No AssholeRule: Building a Civilized Workplace and Surviving One That Isn’t foi best-seller do New York Times. Em livro mais recente, The Asshole Survival Guide: How to Deal with People Who Treat You Like Dirt (, lançado neste ano, ele discute maneiras de trabalhar com os brutos sem perder a cabeça.

De acordo com o autor, o local de trabalho é repleto de pessoas terríveis. Prova disso são os números do Workplace Bullying Institute. O instituto conduz pesquisas perguntando: “Você já viu, observou ou foi submetido a bullying prolongado ou bullying repetido?” As respostas variam pouco ano para ano, mas essencialmente 50% dos norte-americanos dizem “sim”.

Partindo do princípio que não somos o idiota, existe um nível aceitável de maldade? E, se houver, como podemos avaliá-lo?

Não existe um indicador científico que indique se alguém é tolerável ou intoleravelmente prejudicial. Embora os sinais de um idiota não sejam tão difíceis de decifrar – um rastro de pessoas abatidas e desenergizadas, onde quer que essa pessoa vá, geralmente é uma indicação –, muitos dos sintomas têm a ver com a forma como você é afetado pessoalmente. Quanto você está sofrendo? Como está a sua saúde física? E a sua saúde mental? Você mesmo está se tornando tóxico (de acordo com o professor de Stanford, os idiotas são muito contagiosos)? A outra questão a ser analisada é o quanto de abuso você está disposto a suportar para obter o que deseja profissionalmente. É preciso ter claro seus próprios limites.

Sobrevivendo a um idiota

Um dos cenários mais complicados é lidar com o tóxico lucrativo, ou seja, aquele que dá resultados, mas trata os outros como lixo. Neste caso, ele precisa ser advertido por superiores. Esfriar esse indivíduo e pressioná-lo a tratar as pessoas com mais respeito é um papel dos gestores.

Agora, quando o problema é com o cliente, a coisa torna-se mais complexa. Neste caso, é preciso levar em conta que o idiota paga um preço. “Quando tenho conversas privadas com pessoas no setor de serviços profissionais, eles sempre falam sobre a “taxa de idiota”: quanto pior você é, mais dinheiro você acaba pagando e pior as pessoas irão te servir”, diz Robert. Pensar nisso gera conforto.

Agora se o idiota é o seu chefe, a primeira coisa a se pensar é se você pode deixar a empresa ou, melhor ainda, galgar uma nova posição em outra área dentro da mesma corporação – atitude até mais inteligente, porque, ao ficar em sua organização, você tem mais informações sobre onde está indo do que se for para uma outra companhia, desconhecida. “A questão chave aqui é não ser estúpido. É fácil ser impulsivo e dizer: ‘Pegue esse emprego e enfie naquele lugar’, mas se você queimar pontes, não chegará a lugar algum”, afirma o autor.

Se você não pode escapar da situação, trate o idiota como uma substância tóxica que você evita o máximo possível. Pesquisas mostram que se você estiver a 7 metros de uma pessoa tóxica, as chances de você se tornar tóxico crescem – e as chances de você ser demitido também aumentam.

Por isso, procure se encontrar com idiotas o mínimo possível. Reduza, sempre que der, a frequência e a intensidade dos encontros. Em seu livro, Robert cita um estudante de doutorado que recebia e-mails desagradáveis ??de seu conselheiro. Em vez de responder tudo imediatamente, ela esperava algumas semanas e enviava um único e-mail, respondendo por lotes. Encontre formas pessoais de diminuir o ritmo de interação com o idiota.

Além disso, use truques mentais para se proteger, tornando a situação ser menos perturbadora para você. O exemplo favorito de Robert I. Sutton é o de colega em Stanford que fingia ser um médico que estudava “babaquismo”. Quando via essas pessoas em reuniões, fingia a si mesmo ser um privilégio poder ver um espécime tão raro. Assim, apenas observava, sem se sentir afetado diretamente.

A última saída é enfrentar. Mas só faça isso após muita reflexão e com comedimento. Sua chance de ganhar vai aumentar quando você entende a estrutura e a dinâmica de poder, documenta o bullying e ganha aliados. Puxar a pessoa de lado e ter uma conversa sincera pode ser bastante poderoso.

Por Stanford Graduate School of Business

Notícias relacionadas

Deixe um comentário