Nove itens que devem ficar fora do currículo

O Globo

Stephem Gillett, hoje diretor de operações da Symantec, empresa de segurança on-line sabia que Starbucks e Symantec buscavam uma pessoa com conhecimentos profundos de informática e sabia que tinha credenciais para tal. Assim, adaptou seu currículo de modo a refletir tais qualificações, com termos e funções que só quem está familiarizado com o universo de TI poderiam entender. É como precisam ser os currículos, dizem especialistas em artigo publicado no Huffington Post: adaptados com informações pertinentes a cada vaga ou cargo pretendido. E em alguns casos, com dados que possam soar estranhos ou desnecessários para uns, mas que sejam essenciais a outros.

“Algumas pessoas olham para o meu currículo e dizem: “Que diabos é isso?”. Outros, ao contrário, vão falar: “É exatamente isso que estou procurando”, diz Gillett.

De qualquer forma, é importante que, ao ajustar o currículo, o profissional corte alguns itens, totalmente desnecessários e que certamente não vão ajudar em nada. São eles:

Qualquer informação do ensino médio. Você é um adulto, e, após a faculdade, nenhum dado sobre o ensino médio interessa às empresas. Se você se graduou recentemente e ainda precisa se apoiar em credenciais da sua faculdade, selecione os projetos e atividades mais relevantes do qual participou.

Principais pontos. A diferença entre você e um trabalho é a capacidade de explicar-se rapidamente. Lembre-se:

— As pessoas não têm tempo para ler tudo o que você fez;

— Você precisa decidir o que realmente importa para aquele trabalho;

— Se você só tem quatro qualidades, quais seriam elas?

— Porque depois de quatro pontos, o leitor desiste e vai embora.

Uma lista de suas aulas e cursos da faculdade. Pense bem: o que importa mais: um curso que fez de gestão de negócios ou a “empresa” que você criou por meio de um projeto de aula? Os empregadores não estão interessados em saber que você fez um curso de Supply Chain Management 357, mas sim nas habilidades que você ganhou com isso. Poupe os títulos de cursos e foque na experiência.

Descrições vagas. “Administrei um grande banco de dados e ajudei na captação de recursos da organização”. Ninguém vai se interessar. Este é a pior maneira de apresentá-lo. Onde estão os detalhes? O molho? Que tal mudar a descrição para: “Administrei um banco de dados de 42 mil doadores e ajudei na organização para arrecadar US$ 11,4 milhões durante o ano fiscal de 2013”. Neste caso, os detalhes fizeram toda a diferença.

Página três, nem pensar. Um currículo de duas páginas é o ideal, não importa a experiência do profissional em questão. Passe para o empregador somente as informações básicas, com alguns detalhes relevantes. Não tome tempo desnecessário só para impressionar. Isso não funciona. Lembre-se que menos é sempre mais!

As palavras “tais como” e “utilizar”. Estes termos gritam!! E não mostram que você é mais inteligente do que parece. O ideal é substituí-los por “como” e “usar”, por exemplo, mais simples e diretos.

Microsoft Word. Sim, é claro que você sabe como usar o Word. E sua avó também! Esta é uma habilidade que pode ficar fora de seu currículo, com certeza.

A frase “responsável por”. Quantas vezes ela aparece em seu currículo? “Responsável por” é uma expressão vaga e desinteressante. Use termos que demonstrem liderança, como “fiscalizar”, “administrar” e “gerenciar”.

Visão egoísta. Pare de pensar naquilo que gostaria de fazer e comece a se preocupar com o que a empresa precisa. Ao invés de dizer que é um “profissional de marketing enérgico, que gosta de gerenciamento de mídia social e desenvolvimento de estratégias de marca”, monstre que é “um profissional de marketing enérgico que quer uma oportunidade de ajudar a sua empresa a construir sua marca e fazer o negócio crescer”. A diferença de tom é impressionante e certamente chamará a atenção do empregador.

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