Nos EUA, 35% já sofreram bullying no trabalho

Folha

Nos Estados Unidos, 26% dos diretores de RH acreditam que o bullying aconteça com alguma frequência entre os funcionários de sua empresa, segundo levantamento da consultoria Robert Half com 624 profissionais, entre agosto e setembro.

Mais de um terço (35%) disseram já ter sofrido perseguição em algum momento de suas carreiras.

A reação mais comum, com 32% das respostas, foi confrontar o agressor. Mas para 13% dos entrevistados, a saída encontrada foi pedir demissão da empresa.

De acordo com a pesquisadora Jane Dutton, professora da Universidade de Michigan (Estados Unidos) e coautora do estudo “Respeito como Motor de Novas Ideias”, agressões no ambiente de trabalho não devem ser tratadas como um atrito pessoal entre empregados, mas sim como uma atitude contraproducente para a empresa.

Outras atitudes cotidianas, como não prestar atenção ao que os colegas falam, ou interrompê-los, têm o mesmo efeito negativo.

O sentimento vira um entrave para o negócio quando esses comportamentos são tão comuns que os funcionários colocam-se na defensiva, por encarar o ambiente como um lugar hostil. Resultado: desmotivação e medo de se expor para sugerir novas ideias e projetos.

“Não se trata de ser ‘bonzinho’, mas de valorizar o respeito como uma habilidade importante para gerar criatividade e inovação”, diz.

A pesquisa da professora identificou ainda uma correlação positiva entre atitudes respeitosas e aumento da criatividade dos empregados.

A hipótese para explicar a associação é que, ao se sentirem valorizados e reconhecidos por colegas, os profissionais ficam confortáveis e animados para apresentar novas ideias.

Treino

Dutton critica a pouca atenção dada ao respeito como ferramenta de aumento de produtividade.

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