Funcionários da NET assediam clientes pelo WhatsApp

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Diversas pessoas estão reclamando sobre conversas indesejadas de funcionários da NET. Segundo eles, os atendentes os adicionaram no WhatsApp e começaram a conversar depois de um atendimento.

Depois de oferecer um pacote, um funcionário da NET adicionou a jornalista Ana Prado no WhatsApp. Começou a conversar, se recusou a apagar o número e afirmou que tem acesso a dados de todos os clientes.

Ao relatar o ocorrido no Facebook, Ana escreveu que “o cara me adicionou no Whatsapp sem permissão, me mandou estas mensagens, disse que eles têm “acesso a todos os dados dos clientes”, se recusou a deletar meu número, está levando tudo na brincadeira e me desafiou a processá-lo”.

Nos comentários desta postagem, que já tem mais de 6.000 curtidas e 1.800 compartilhamentos, outros contaram histórias parecidas.

Bárbara dos Anjos afirmou que o mesmo já aconteceu com ela. O funcionário da NET a adicionou e perguntou se era comprometida. “Agora acho que a NET precisa repensar a política de segurança dos dados dos clientes”, disse ela.

Rafael Mooglez vivenciou uma história semelhante. Depois de receber mensagens indevidas do atendente da operadora, ele ligou para a ouvidoria da empresa. Segundo ele, a operadora respondeu que não autoriza contato entre funcionários e clientes por WhatsApp.

Já Pietro Brugnera relatou uma conversa parecida, mas com um atendente da Vivo.

Depois que um atendente da Tim ligou para Rodolpho Rodrigo, para falar sobre uma fatura, começou a mandar mensagens. Ele também contou seu caso nos comentários da postagem de Ana Prado. “Não satisfeito, me ligou. E aí, Tim, o que a gente faz numa hora dessas?”, disse ele.

No Twitter, a empresa respondeu à jornalista afirmando que já estão tomando as providências em relação ao caso.

Várias pessoas cobraram respostas da NET na rede social, que respondeu que “o caso da Sra. Ana Prado está sendo tratado com todo o cuidado e seriedade que o assunto exige”.


Respostas

Em nota, a NET respondeu que “está averiguando o fato relatado e tomará todas as medidas cabíveis para apurar, identificar e afastar sumariamente qualquer colaborador ou prestador de serviço que faça uso indevido de informações pessoais, confidenciais e sigilosas de nossos clientes”.

A empresa solicitou à cliente que ela fizesse registro de um Boletim de Ocorrência na Polícia, “a fim de que o fato seja apurado também na esfera criminal”.

Ela afirmou, ainda, que “os colaboradores envolvidos em atividades de atendimento ao cliente têm acesso aos dados estritamente necessários para executar suas funções, sempre de forma individualizada e rastreável”.

Em resposta ao caso, a TIM respondeu que “A TIM repudia o uso indevido de informações pessoais dos seus clientes. A empresa informa que possui um Código de Ética e de Confidencialidade e é rigorosa no cumprimentos dessas regras e no treinamento dos seus funcionários.”

A companhia afirmou que o caso mencionado data de 2013, e que ela não foi acionada na época.

Em nota, a Vivo informou que “a Telefônica Vivo informa que os casos mencionados pela reportagem encontram-se em apuração interna e estão totalmente desalinhados com as práticas e valores da empresa”.

“Se for constatada a conduta incorreta dos atendentes, a companhia tomará as medidas administrativas cabíveis. Além disso, a orientação aos profissionais será reforçada, além da empresa adotar ações preventivas para evitar que situações desse tipo voltem a ocorrer”, completou.

Atualização

Na última sexta feira, a empresa de telecomunicações NET decidiu demitir o funcionário que usou informações cadastrais de uma cliente para assediá-la pelo WhatsApp, um aplicativo de mensagens para celular.

Em nota, a empresa disse que também foi registrado um boletim de ocorrência para que o “fato seja apurado na esfera criminal” e que “tomará todas as medidas cabíveis para apurar, identificar e afastar sumariamente qualquer colaborador ou prestador de serviço que faça uso indevido de informações pessoais, confidenciais e sigilosas dos clientes”.

A empresa informou ainda que os colaboradores envolvidos em atividades de atendimento ao cliente têm acesso aos dados “estritamente necessários para executar suas funções, sempre de forma individualizada e rastreável”.

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