Ex-funcionária do Google acusa chefes de assédio sexual

Por Folha de S. Paulo

Numa série de posts publicados em seu perfil no Twitter no sábado (7), a ex-funcionária do Google Kelly Ellis acusou seus superiores de terem-na assediado sexualmente enquanto trabalhava na empresa em Mountain View, na Califórnia.

Segundo relatou Ellis em seu perfil no Twitter, um gerente de engenharia do Google chamado Roderick Chavez lhe disse em certa ocasião: “Estou me controlando muito para não pegar a sua bunda agora.”

Ela afirmou ainda que, em vez de punir a atitude de Chavez, o Google supostamente a reprimiu, pois ela havia derrubado uma bebida nele. “Não me orgulho disso”, escreveu.

Outros dois supostos casos de assédio sexual também foram relatados por ela na rede social –eles teriam envolvido Chavez e Vic Gundotra, considerado o “pai do Google+”.

O site “SFWeekly”, voltado para notícias de San Francisco (EUA), entrou em contato com Chavez, que negou saber quem ela era. “Não trabalhava comigo, mas estávamos na mesma organização”, afirmou.

O “SFWeekly” também procurou o Google para comentários, mas a companhia não respondeu.

De acordo com seu perfil no LinkedIn, Ellis trabalhou no Google entre maio de 2010 e agosto de 2014. Ela também confessou no sábado que os supostos assédios sexuais foram o motivo por que ela deixou a empresa. Agora, ela trabalha como engenheira de software na plataforma de blogs Medium.

No ano passado, o Google divulgou pela primeira vez um relatório sobre a diversidade de sua mão de obra. Do total de empregados da empresa no mundo todo, 70% são homens. O número de mulheres caía ainda mais, para 17%, em cargos relacionados a tecnologia.

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