Estas são as 10 profissões emergentes para 2022, segundo o Fórum Econômico

Segundo relatório, a mesma revolução tecnológica que colocará os robôs nas empresas criará 58 milhões de novos empregos nos próximos cinco anos

Até 2025, as máquinas desempenharão mais funções do que os seres humanos no mundo do trabalho. Porém, não há motivo para alarmismos: a mesma revolução tecnológica que colocará os robôs em tarefas que antes pertenciam às pessoas criará 58 milhões de novos empregos nos próximos cinco anos. Essas são as principais previsões da nova versão do relatório The Future of Jobs, divulgada pelo Fórum Econômico Mundial em setembro.

A pesquisa se baseou nas opiniões de executivos de negócios, diretores de estratégia e de recursos humanos e também em dados oferecidos pelo LinkedIn, que mostram quais papéis estiveram em alta ou em baixa no mercado nos últimos anos. Vinte economias desenvolvidas e emergentes e mais de 300 empresas de diversos setores, representando cerca de 15 milhões de funcionários e 70% do PIB mundial, foram analisadas para as projeções.

Para tentar entender como a tecnologia pode extinguir ou criar empregos, o relatório debate novos modelos de negócios, funções emergentes e habilidades que os trabalhadores precisarão desenvolver, além de demonstrar o impacto do aumento da automação em diferentes áreas da indústria e do globo. A seguir, resumimos algumas das conclusões:

Mais automação

Hoje, 71% das horas de trabalho são realizadas por pessoas e 29% pelas máquinas. O relatório do Fórum Econômico Mundial aponta para uma tendência de inversão dessa proporção. Até 2025, mais da metade das funções será automatizada. De acordo com a pesquisa, isso trará diversas transformações nas relações entre seres humanos, robôs e algoritmos no mundo do trabalho — que se traduzem, sobretudo, em mudanças nos tipos de funções desempenhadas e de habilidades desejadas.

Criação de novos empregos

Ao contrário do que se teme, o aumento da automação não necessariamente significa menos espaço para os seres humanos no mercado. A perspectiva do relatório é bem otimista nesse sentido: embora se estime que 75 milhões de empregos sejam extintos, a evolução da tecnologia pode criar 133 milhões de novos postos de trabalho adaptados a essas mudanças, deixando um saldo de 58 milhões de vagas.

Nesse cenário, 40% das empresas esperam estender sua força de trabalho de um modo geral e mais de 25% acreditam que a tecnologia criará novas funções para os seres humanos. “Em comparação a um estudo semelhante realizado em 2016, as perspectivas para a criação de empregos hoje são mais positivas, pois as empresas têm uma compreensão muito maior das possibilidades oferecidas pela tecnologia”, diz o relatório.

Cientistas de dados, desenvolvedores de software e aplicativos e especialistas em e-commerce e social media — ou seja, papéis diretamente relacionados à tecnologia — estão entre as profissões cuja demanda tende a crescer. O mesmo é esperado para funções que necessitam de habilidades interpessoais, como os cargos de vendas, marketing e atendimento ao cliente. Já tarefas mais burocráticas, como as de contabilidade, tendem a se tornar obsoletas.

A análise dos dados fornecidos pelo LinkedIn mostra o histórico de contratações para diversas profissões entre 2013 e 2017 e revela como essas tendências já vêm se desenhando no mercado.

Top 10 profissões emergentes em 2022, segundo o Fórum Econômico Mundial
  • Analistas de dados e cientistas de dados
  • Especialistas em AI e machine learning
  • Gerentes de operações e gerais
  • Analistas e desenvolvedores de apps e software
  • Profissionais de marketing e vendas
  • Especialistas em big data
  • Especialistas em transformação digital
  • Especialistas em novas tecnologias
  • Especialistas em desenvolvimento organizacional
  • Serviços de informação tecnológica
Por Udacity Brasil

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