Especialistas revelam suas perguntas favoritas nas entrevistas de emprego

O Globo

As entrevistas de emprego são muitas vezes estressantes, e por isso é preciso estar preparado. Como forma de mostrar que tipo de questionamentos o candidato pode enfrentar, o site Mashable reuniu oito especialistas em contratação, que compartilham as perguntas que mais gostam de fazer quando estão cara a cara com um candidato a uma vaga em suas empresas:

Quem você mais admira e por quê?

Esta é a pergunta favorita de Michael Yormark, presidente da Florida Panthers and Sunrise Sports & Entertainment. Segundo ele, a resposta revela muito sobre quem o candidato é, o que ele aspira ser, e se tem o DNA para fazer parte da cultura da empresa. Além disso, diz ele, a pergunta irá forçar o entrevistado a tomar uma decisão entre ser totalmente honesto ou dizer o que acredita que o entrevistador quer ouvir.

Em sua última avaliação, quais as áreas identificadas por seu gestor que precisavam de melhorias?

Para Andrew Shapin, CEO da Long Tall Sally, quando os candidatos são honestos, esta é o tipo de pergunta que faz ele se conscientizar e demonstrar suas potenciais fraquezas. “Isso também ajuda a garantir que eu tirei o melhor proveito deles. A resposta pode ser facilmente verificada com o empregador anterior. E eu também pergunto que progressos foram feitos desde então”, diz o executivo.

Por que você está aqui?

Esta é a primeira pergunta feita por Andrew Alexander, presidente da rede de hotéis Red Roof Inn, quando o candidato se senta para a entrevista. Depois que o choque inicial desaparece, Alexander diz que espera ouvir sobre a paixão do entrevistado pela indústria hoteleira e um profundo respeito pelo serviço ao cliente. “Acho que isso é uma forma extremamente eficaz de avaliar se a pessoa está interessada em trabalhar para nós ou simplesmente à procura de (qualquer) emprego”, completa.

Então você é um fã dos Yankees. Se você fosse o dono, como você faria o time melhorar?

Durante o bate-papo, Bonnie Zaben, CEO da AC Lion Recruiting, pede que o candidato fale de seus hobbies, e depois fazemos um ‘tira-teima’. “Quero ver como eles raciocinam de forma rápida e se constroem pensamentos e os expõem de forma coerente. Recomendam mudar algum jogador específico? Podem citar estatísticas para consolidar alguma posição? Podem apresentar um argumento convincente em cinco minutos, sem perder a atenção do interlocutor? Você ficaria surpreso com o que falam!”.

Qual é a sua paixão?

Para Hilarie Bass, co-presidente da Greenberg Traurig, paixão leva ao sucesso, e há pessoas que francamente não conseguem responder tal pergunta. “As pessoas que nos atraem devem mostrar compromisso absoluto com a prática da lei e resolução dos problemas dos clientes”, afirma.?

Você é um gerente de projetos? Conte-me como se sai quando teve que lidar com um projeto atrasado

Susy Dunn, vice-presidente da Jama Software, sempre se depara com um candidato que tenha vivido uma situação semelhante a que irá encontrar em uma nova posição. Segundo ela, a resposta fornece grandes insights sobre o seu nível de pensamento crítico, capacidade de adaptação, consciência de como o problema pode impactar seu trabalho e criatividade.

Descreva um ambiente no qual você não iria prosperar

De acordo com Larry Drebes, CEO da Janrain, o candidato tem menos probabilidade de ter uma resposta já ensaiada para este tipo de pergunta. “Você pode aprender uma quantidade notável sobre a personalidade, bem como o impacto cultural e organizacional, o que é extremamente importante. Se esta pergunta é feita no início de uma entrevista, pode ser o gatilho para uma conversa mais rica”, explica Drebes.

Se você pudesse fazer qualquer coisa, o que seria para você o emprego ideal?

De acordo com Liz Bingham, Partner, Ernst & Young, um currículo pode lhe dar informações sobre a experiência anterior do candidato, mas esta questão ajuda a indicar as paixões e os pontos fortes do indivíduo e se ele está apto para o trabalho em questão. “De aspirações na política a ser dono de um café, as respostas são reveladoras”.

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