Considerada a profissão do futuro, cientista de dados ganha até R$ 12 mil

Folha

O avanço e o maior acesso à tecnologia geram um volume imenso de dados que podem indicar oportunidades de negócio para as empresas dispostas a analisá-los.

A função cabe ao cientista de dados, carreira listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes para o mercado até 2020.

Esse profissional é responsável por relacionar informações aparentemente desconexas, de hábitos de consumo a comportamento nas redes sociais, em bancos de dados legíveis.

"É ele quem dá sentido a esse monte de dados não estruturados que existem hoje", diz Eduardo Mendes, professor da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas.

"A empresa entende padrões de comportamento para aplicá-los na prática, lançando novos produto e fazendo campanhas certeiras."

Leonardo Oliveira, 28, ocupa há três meses o cargo de cientista de dados chefe da Biva, start-up de serviços financeiros. Ele analisa os padrões dos clientes para tentar prever o risco de conceder novos empréstimos.

Formado em engenharia aeronáutica, ele ingressou no mercado financeiro logo que saiu da faculdade. Em seu primeiro emprego, num banco, tentava prever, com base em dados históricos, a probabilidade de a instituição perder dinheiro em um determinado investimento.

MERCADO CRESCE

Carreira recente, a análise de dados ainda tem um mercado pequeno no Brasil, mas a área cresce na sombra do cenário americano.

Um levantamento feito em 2015 pela consultoria Frost & Sullivan com 313 empresas aponta que 10% têm um profissional da área.

Outros 29% pretendem investir em "big data" no curto prazo.

"O mercado brasileiro já demanda um bom volume de profissionais, maior até do que a quantidade de pessoas capacitadas para trabalhar na área", diz Celso Poderoso, coordenador dos cursos de MBA de "big data" da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista).

Os setores que mais necessitam de especialistas são telecomunicações, mercado financeiro e varejo.

De acordo com Fabio Saad, gerente sênior da consultoria de recrutamento da Robert Half, o salário de um profissional da área varia de R$ 4.000 a R$ 12 mil por mês.

O cargo mais alto dentro da carreira é o "chief data officer", que equivale ao nível de diretoria.

Segundo o professor Celso Poderoso, ainda é difícil encontrar empresas que tenham esse cargo no Brasil, com exceção de bancos e start-ups.

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Veja as características de quem trabalha na área:


• Geralmente é formado em engenharia, matemática, ciência da computação, economia ou estatística.

• Costuma fazer pós-graduação ou especialização focada em ‘big data’.

• Tem a curiosidade natural de um cientista, que incita a fazer perguntas e buscar respostas.

• Reúne habilidade matemática e raciocínio lógico.

• Conhece banco de dados e linguagem de programação. [/banner]

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