Como sair com a reputação intacta da festa de fim de ano da empresa

Em tempos de redes sociais, vejas as dicas para não destruir em duas horas a imagem profissional que você levou anos para construir


No começo de 2018, teve grande repercussão a notícia de que uma festa de fim de ano havia levado à demissão de um funcionário, do diretor geral e do presidente da filial brasileira da Salesforce, empresa norte-americana de softwares. O motivo foi uma festa à fantasia, em que um dos funcionários vestiu-se de forma a reproduzir um meme racista.

O episódio serviu de alerta para a importância de a companhia estabelecer e comunicar claramente seus valores e seu código de ética, inibindo atitudes que ferem os princípios disseminados.

E também mostrou a relevância de manter o bom senso mesmo em situações informais. É o que dizem os especialistas ouvidos sobre as novas normas de etiqueta na festa corporativa.

1. Não invente desculpas para faltar

Muita gente encontra motivos para não comparecer ao evento, mas esse comportamento pode arranhar a imagem profissional. “Sua presença mostra que você valoriza a empresa, então, é importante ir e ficar pelo menos uma hora”, afirma Renata Mello, consultora de imagem corporativa.

2. Não erre no dresscode

Se o convite não informar o traje adequado para a ocasião, pergunte. Na falta dessa informação, considere que a festa é uma extensão do seu ambiente profissional e que você fará ali contatos importantes para a sua carreira.

3. Não esqueça que você está exposto

As mídias sociais tornam tudo mais exacerbado. “Em outros tempos, o sujeito fantasiado de meme teria repercutido internamente, com gente na empresa achando de mau gosto ou ofensivo; com alguns gostando, outros não, mas dificilmente teria saído do âmbito corporativo”, diz Emerson Weslei Dias, consultor de carreira especializado em liderança. “Como isso foi parar nas redes, causou consequências graves, já que o risco de exposição não é só para o profissional, mas para a imagem da companhia também.”

4. Não menospreze os efeitos do álcool

Bebidas flexibilizam comportamentos. “Se você não está acostumado a beber, pode, até na inocência, passar dos limites”, afirma Renata. Outra questão para ficar atento: quem precisa dirigir na volta para casa deve planejar a carona ou considerar o gasto com transporte.

5. Não exagere na comida

Pensando em ir do trabalho direto para a festa? “Se estiver com muita fome, passe antes em algum lugar para comer algo”, diz Renata. É que não pega bem atacar as bandejas ou o bufê.

6. Não erre no networking

“A festa de final de ano é uma boa oportunidade para conversar com pessoas que não fazem parte do seu círculo mais próximo, inclusive chefes, supervisores e gerentes”, diz Renata. Mas não é o momento de monopolizar a conversa com assuntos de trabalho nem de fazer marketing pessoal.

7. Não invada o espaço pessoal

Quando estabelecer contato com quem não tem intimidade, não tome a iniciativa de tocar na pessoa. “Evite dar tapas nas costas e abraços, principalmente se a sua empresa emprega estrangeiros, que não têm o costume de manter tanto contato físico”, orienta Renata.

8. Não passe da medida na diversão

Se houver pista de dança no local, lembre-se de que você está rodeado de colegas de trabalho, e não em uma balada. Pode parecer clichê, mas é comum alguém se empolgar e subir na mesa, jogar-se no chão ou sensualizar diante dos colegas. “Teve uma empresa que fez uma festa em um hotel e o pessoal pulou na piscina, com roupa e tudo”, conta Renata. “Uma moça estava de vestido fino, e ficou todo transparente.” Vale a pena também prestar atenção se as suas postagens na rede não estão expondo alguém de forma indevida. “Você não deve fazer uma live na pista de dança, por exemplo”, diz Dias. “Imagine que ali estarão colegas, inclusive executivos, que podem não querer aparecer na transmissão.”

9. Não fale sobre qualquer assunto

Puxar papo sobre futebol sem saber ao menos se o outro gosta de esporte pode criar situações constrangedoras. Ter conhecimento prévio do que as pessoas fazem e valorizam é importante para iniciar uma conversa, principalmente com um líder. “Hoje em dia, é comum ter um CEO que é alpinista, um diretor que corre maratonas, por exemplo”, afirma Dias. “Se você tem esse tipo de informação, é válido começar as falas usando esses argumentos.” E tome cuidado para não entrar em polêmicas. Conversas sobre política e religião snao algumas das que exigem mais intimidade. “Também é péssima ideia querer desabafar com um executivo, falar de problemas do seu setor, citar pessoas”, afirma Renata.

10. Não se envolva em fofocas

Resista ao impulso de participar de conversas sobre o comportamento, a roupa ou a vida pessoal de alguém da empresa. “Os comentários podem ser ouvidos por amigos dessa pessoa ou por alguém com nível hierárquico maior que o seu e que não aprova esse tipo de atitude”, diz Renata.

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