CEO tenta contratar engenheiro. Em resposta, recebe cantada

Exame

Em uma trama que parece não ter fim, há mais um capítulo da série de que ainda há pessoas que não levam a sério as mulheres que chegam a um posto de liderança. A americana Yunha Kim, CEO da Locket, é a mais nova protagonista (e vítima) desta novela.

Como presidente de uma startup, parte do trabalho dela é prospectar novos funcionários para seu time de funcionários.

Em uma dessas buscas, Yunha recebeu uma resposta deselegante, para ser eufemista. Diante da proposta de emprego, um engenheiro a convidou para um encontro amoroso. Se não bastasse isso, completou:

“Talvez existam alguns jeitos pouco convencionais para me atrair para fora da minha empresa (além de stock options), se você me entende”.

Receber e-mails desrespeitosos como este é um dos fatores mais difíceis de ser CEO e mulher, segundo ela escreveu em artigo publicado nos sites Business Insider e The Next Web. Mas não é o único.

“Se você é agressiva, você é uma vadia. Se emocional, está com TPM. Se suave, você é muito feminina”, escreve. “Não importa a maneira como alguém encontre você, eles sempre irão justificar isso porque você é mulher”.

Formada pela Duke University, Yunha fundou a Locket em março de 2013 com outros dois amigos. A startup desenvolveu um aplicativo para Android que exibe propagandas na tela de bloqueio do celular e que paga o usuário sempre que ele desbloqueia o próprio smartphone.

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