Bancário abandona carreira estável para virar palhaço e ‘fugir’ com o circo

G1

Um bancário paranaense decidiu abandonar a profissão para realizar o sonho de virar palhaço e viajar com o circo. Gilmar Pedro Querubim, de 55 anos, resolveu largar o trabalho que havia possibilitado estabilidade financeira, durante seis anos, para o que fazer realmente amava e ‘fugir’ com os amigos de picadeiro.

Natural do Paraná, Querubim, agora conhecido como palhaço ‘Pingolé’, tem viajado por várias cidades e estados com os companheiros de trabalho do ‘Circo Spacial’. Ele conversou conosco durante uma passagem por Santos, no litoral de São Paulo.

“Tudo começou quando eu fui conhecer o circo que estava na minha cidade e assisti uma apresentação de palhaços. Acabei ficando encantado e resolvi que era a hora de mudar a minha vida”, explica Querubim.

Dois anos depois de ter visitado o circo, ele recebeu o convite para trabalhar como secretário do local. Mesmo trabalhando no banco, Querubim resolveu aceitar a oportunidade. Ele conta que, nesta época, passou por alguns dias de experiência para saber se aceitaria a nova oportunidade.

“Lembro que me deram 30 dias de experiência para me adaptar ao circo. Acabei ficando cinco meses e estou trabalhando como palhaço até os dias de hoje”, conta.

A experiência no palco e com o público aconteceu quando um dos palhaços da casa precisou se afastar e Gilmar recebeu a grande chance de fazer os números. Mesmo não sendo de família tradicional de circo, ele não desistiu de seguir e conquistar o que mais queria. “No começo os meus pais diziam que eu era louco. Como eu podia deixar de ser bancário para me transformar em um palhaço?”, questiona.

Depois de algum tempo, ele recebeu a oportunidade de ser o palhaço principal do circo. No começo da sua carreira, as apresentações eram feitas com um parceiro. “Lembro que no meu primeiro dia de atração esqueceram de passar o talco para fixar a minha maquiagem. Eu entrei com o rosto todo borrado”, relembra Gilmar.

O palhaço já conquistou diversos troféus com as suas apresentações e vive atualmente viajando o mundo junto com seus amigos de profissão. “Além de fazer o que eu mais gosto eu vivo conhecendos lugares novos. Já conheci várias cidades do Brasil”, ressalta.

Todos os dias, o ex-bancário vive uma experiência única. Ele acredita que a profissão que escolheu não é para qualquer um. “Sempre digo que tenho uma missão na Terra. Um destino a seguir. Eu sei que consigo despertar o riso nas pessoas. O melhor do meu trabalho é fazer tudo com amor e, no final, ganhar a alegria do público”, finaliza.

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