8 tipos ‘tóxicos’ que você deve evitar no escritório

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Comportamentos hostis estão por toda a parte. Mas eles são especialmente nocivos no ambiente de trabalho.

Isso porque profissionais que incorporam atitudes “tóxicas” – da manipulação das emoções alheias à fofoca – têm um impacto sobre a produtividade, a felicidade e até a saúde dos demais.

O desconforto psicológico trazido por essas pessoas pode até afetar as células do seu cérebro, diz o consultor Travis Bradberry, coautor do livro “Emotional intelligence 2.0” (Perseu Books, 2009), em artigo para o LinkedIn Pulse.

“A exposição a poucos dias de estresse compromete a efetividade dos neurônios no hipocampo, uma importante área do cérebro que é responsável pelo raciocínio e pela memória”, escreve o especialista.

Diante de um preço tão alto, é importante se manter à distância de comportamentos nocivos no trabalho.

Veja os 8 “tipos” que, segundo Bradberry, costumam trazer o caos à vida em escritório. Em tempo: as personagens descritas pelo especialista representam atitudes que, no fim, todos podem ter em algum momento – daí a importância da reflexão e da autocrítica constantes.

1 O fofoqueiro

Fofocas instalam um clima de desconfiança e hostilidade em qualquer ambiente de trabalho. Mas, diz Bradberry, o prazer de comentar a vida alheia tem vida curta. “Com o tempo, fica cansativo, você se sente nojento e machuca os outros”, escreve.

Bradberry ainda lembra uma famosa frase de Eleanor Roosevelt, ex-primeira dama dos Estados Unidos: “Grandes mentes discutem ideias, as médias discutem eventos, e as mentes pequenas discutem pessoas”.

2 A vítima

Pessoas que vestem a “armadura” de vítima estão sempre sofrendo e costumam culpar os outros pelos seus fracassos profissionais.

O problema é que suas queixas e lamentações contaminam facilmente o grupo e podem derrubar o seu ânimo para trabalhar.

3 O julgador

Você conhece alguém que está sempre dizendo o que é certo e o que é errado? Em vez de apreciar as diferenças – e aprender com elas -, este tipo rejeita tudo o que lhe parece estranho.

Além de cansativas, pessoas que emitem julgamentos constantes podem prejudicar a espontaneidade das relações no escritório.

4 O arrogante

O arrogante não é apenas uma pessoa antipática: segundo um estudo da University of Akron, profissionais tidos como presunçosos pelo resto da equipe costumam ter um desempenho abaixo da média.

No fundo, a atitude pode ser apenas um mecanismo de defesa, segundo Bradberry. “A arrogância é uma falsa confiança, e sempre mascara inseguranças imensas”, escreve o consultor.

5 O manipulador

Bradberry explica que os manipuladores tendem a tratar os demais como se fossem seus amigos. O detalhe é que eles usam essa suposta afabilidade em favor de uma intenção velada.

“Ele sempre quer alguma coisa de você, e se você parar para pensar, ele sempre tira, tira, tira, mas não dá quase nada em troca”, escreve o consultor.

6 O perverso

Ao contrário do manipulador, o perverso não esconde suas intenções. “Ele só está lá para machucar e ofender você; em qualquer outro caso, você não lhe desperta o menor interesse”, escreve Bradberry.

Grosserias óbvias e ostensivas só têm uma vantagem: elas não deixam a menor dúvida de que você deve se afastar.

7 O temperamental

Pessoas com pouca inteligência emocional podem descarregar suas frustrações em seus colegas – muitas vezes acusando-os de ser a causa de seu sofrimento.

Para não esgotar as suas próprias emoções, o ideal é manter uma certa distância de atitudes temperamentais.

8 O invejoso

A inveja traz uma espécie de felicidade às avessas: o prazer nunca surge do seu próprio sucesso, mas sim do fracasso alheio. Bradberry recomenda manter uma distância segura de quem exibe esse comportamento.

“Passar muito tempo com pessoas invejosas é perigoso, porque elas ensinam você a ver as suas próprias realizações como coisas banais”, explica o consultor.

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