7 sinais de que o seu chefe não tem inteligência emocional

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Inteligência emocional é uma competência preciosa, porém rara – sobretudo no caso dos chefes.

A quantidade de profissionais insatisfeitos com o comportamento de seus líderes é preocupante, afirma João Marcelo Furlan, CEO da consultoria Enora Leaders.

A queixa é tão comum quanto difícil de resolver. “Justamente por não gerir bem suas emoções, o gestor fica irritado com feedbacks negativos e dificilmente muda sua atitude”, explica.

O resultado, continua Furlan, é que problemas de relacionamento com o superior muitas vezes levam a pedidos de demissão.

Não que a falta de inteligência emocional seja uma falha grave apenas para chefes. Segundo o coach Sérgio Gomes, sócio da consultoria Ockham, a competência faz falta em qualquer nível hierárquico – ainda mais com a tensão trazida pela crise econômica no Brasil.

Ainda assim, é evidente que cargos de liderança exigem um preparo ainda maior quando o assunto são as emoções. Afinal, tomar decisões sob pressão, administrar o trabalho alheio e investir em relacionamentos estratégicos são tarefas cotidianas para um líder.

A deficiência também é mais grave no caso de um chefe porque seu comportamento pode afetar a vida de outras pessoas. “Além de prejudicar o próprio líder, esse problema pode arruinar a carreira dos liderados”, explica Gomes.

Mas como identificar um gestor com pouco domínio do que sente? A seguir, veja alguns sinais típicos de chefes que se enquadram nesse perfil:

1 Não percebe quando é inconveniente

Seu chefe diz algo grosseiro e não nota quando a equipe começa a se entreolhar, constrangida? É provável que ele tenha pouca autopercepção – um dos pilares da inteligência emocional segundo Furlan. Além de não entender o significado de suas próprias palavras e atitudes, ele também tem dificuldade de enxergar as emoções que provoca nos outros.

2 É centralizador e individualista

A dificuldade para trabalhar em equipe é outra característica típica de gestores com esse perfil. A deficiência, aqui, está na gestão de relacionamentos. “A pessoa não divide a responsabilidade com os subordinados e quer todos os méritos para si mesma”, diz Furlan. “Se tivesse inteligência emocional, saberia que vitórias coletivas são fundamentais para a criação de vínculo entre as pessoas”.

3 Não se adapta a perfis diferentes

Por ser pouco empático, o líder com baixo grau de inteligência emocional costuma enxergar sua equipe como uma massa indiferenciada de pessoas. Por isso, ele não adapta sua linguagem ou tom de voz à personalidade de cada indivíduo. “Tanto faz se você é introvertido ou extrovertido, superficial ou detalhista, ele tem um único jeito de se comunicar com todo mundo”, afirma Furlan.

4 “Explode” facilmente

Quando surge um problema, o seu gestor se destempera no tom de voz, nos gestos e na linguagem corporal? Se ele perde a paciência com frequência, há algo de errado. Segundo Furlan, gritar com os outros no trabalho nunca é normal, independentemente da cultura da empresa. “Além de agir com agressividade, ele não tem o foco na solução, mas sim na caça pelos supostos culpados pelo erro”, completa Gomes.

5 Não lida bem com feedback

Outro sinal é a dificuldade para aceitar críticas. Além de reagir mal, a pessoa não pensa a respeito do feedback – e muito menos altera seu comportamento por causa dele. De acordo com Gomes, a falta de autoconhecimento está na raiz do problema: o chefe não aceita que apontem os seus defeitos porque, intimamente, não os enxerga.

6 Muda de humor drasticamente

Profissionais dominados pelas suas próprias emoções costumam mostrar oscilações drásticas de comportamento ao longo do expediente. ”É o caso do gestor que chega radiante ao escritório pela manhã, até que um imprevisto de repente azeda o seu humor para o resto do dia”, diz Gomes. “Ele não consegue administrar a emoção e voltar ao seu normal depois”.

7 Não cumpre com a palavra

Em situações de pressão, líderes com pouca inteligência emocional podem recorrer a uma solução fácil: distribuir promessas. “Ele cede ao impulso de dizer que tomará uma providência para se livrar logo do conflito, mas acaba falhando com o compromisso depois”, explica Furlan. “O problema é que ele não é transparente o suficiente para admitir que não tinha recursos para cumprir o combinado”.

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