5 lições das artes marciais para mudar sua carreira

Exame

As primeiras experiências do publicitário Eduardo Almeida no tatame não foram as mais inspiradoras. Aparentemente sem talento para as artes marciais, chegou a ser taxado por um instrutor como alguém que simplesmente “não nasceu para a grandeza”.

Foi deste contexto, contudo, que Almeida extraiu a motivação e a receita para, tempos depois, se tornar bicampeão brasileiro de kung fu e faixa preta em três estilos de artes marciais. E, anos mais tarde, consultor de educação corporativa.

Em seu livro “No caminho da vitória” (Editora Integrare Business), o hoje diretor da Sociedade Brasileira de Coaching Significativo compartilha os princípios das artes marciais que podem ser aplicados à lógica do tatame corporativo. Confira alguns deles:

Dê um novo significado para a luta 

A ideia de luta nas artes marciais se distancia dos conceitos de competição ou briga. Primeiro porque a luta não necessariamente pressupõe um rival, algo comum aos outros termos. Segundo, porque, nas artes marciais, luta é um fenômeno que começa no interior do indivíduo e tem relação com o que importa de fato para ele – fatores que nem sempre se aplicam aos outros casos.

“A luta é vista como um espaço de amor, onde você só luta por aquilo que porta em seu coração”, explica Almeida. Neste sentido, a disputa passa a focar o objetivo final e não o massacre do outro. Afinal, a visão de oponente também muda. “Não adianta vencê-lo agora e criar uma inimizade eterna”, diz o especialista.

Aposte no amor

No fim das contas, afirma o autor, dinheiro, fama e poder não são suficientes se o seu coração não está no “tatame”. “Se você não luta por amor ao combate, quando levar o primeiro soco, vai ter certeza de que nenhum dinheiro no mundo paga esse sacrifício”, escreve Almeida no livro.

Em outros termos, o dinheiro seduz até o primeiro “soco na cara”, como brinca o especialista. O amor, por outro lado, “age como um amortecedor; ele amortece a dor das suas escolhas”, explica.

Busque um sentido maior

As artes marciais não estão restritas à coreografia que se dá nos limites do tatame. “O fundamento é que a luta tem que ser um caminho maior do que a prática física”, diz.

Por isso, parte do treinamento dos samurais está centrada na busca do autoconhecimento. “Cerca de 60% da luta acontece no campo psicológico. Se eu não estiver em equilíbrio, sou derrotado”, afirma o especialista.

Na prática, isso significa que, em termos profissionais, mais do que entregar o resultado ou ganhar uma competição, é preciso encontrar um objetivo pelo qual valha a pena lutar todos os dias. “A grande moeda do mundo atual deixou de ser dinheiro e passou a ser significado”, diz o especialista.

Tenha uma estratégia

“Para cada gota de suor que você derrama no treino é uma gota de sangue que você não derruba na batalha”, afirma Almeida. Não dá para encarar uma luta sem conhecer o tamanho do desafio e estar muito preparar para ele.

O mesmo vale para os tatames profissionais. Definidos o objetivo e o significado da sua jornada, é hora de criar uma estratégia para alcançá-lo. “Prepare-se, planeje, estude e treine”, aconselha.

Use todos os sentidos 

No entanto, “planejamento feito só com razão, engessa. Ação feita só com emoção mascara os riscos reais”, diz Almeida. Ou seja, é essencial desenvolver uma visão sistêmica e usá-la na batalha profissional.

Uma técnica para aflorar isso no tatame é manter os olhos vendados durante os treinos. “Você se vê obrigado a ser mais perceptivo”, afirma o especialista.

No trabalho, a dica é restringir um recurso de propósito ou colocar a si mesmo em situações não tão confortáveis para, então, desenvolver habilidades.

“A ideia é abrir uma trilha e não seguir um trilho”, diz Almeida. “O trilho já foi consolidado, é pré-definido e não tem como sair daquilo. Na trilha, você faz o próprio caminho”.

Aprenda a cair 

As quedas são inevitáveis em um combate. O ponto é se, ao cair, você se quebra ou se levanta mais forte. A psicologia dá para a segunda habilidade o nome de resiliência. “Não é suportar, nem não sentir a dor, porque você se deforma. Mas encarar com leveza”, explica o consultor.

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Lauecir Mota de Deus

Sou Instrutor de Artes Marciais, Kung Fu, Muay Thai e Westing,e Independente do meu trabalho como Instrutor, Sempre dependi mais do Emprego Formal de Carteira Assinada do Que meu trabalho como instrutor em Acadêmias porque Artes Marciais para se ter algum lucro com ela ou você tem um local próprio para dar aulas independente de Aluguel ou ser Técnico de Um Grande lutador,pois trabalhar para acadêmias o lucro dos alunos e dividido com o dono da Franquia e nos professores temos que ter um trabalho a parte das aulas para nos manter,hoje em dia estou desempregado em Termos de Carteira assinada,Mandando Currículo para todo Brasil Atrás de uma Vaga de Técnico em Mineração.Gostei muito da Orientação feita me fez refletir muito a respeito de mim mesmo e de meus ideais….

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